Binotto defende chamada de Leclerc para box no final do GP da Bélgica de F1

Mais uma vez a Ferrari foi envolvida em controvérsia, devido às suas decisões estratégicas. No final do GP da Bélgica, Charles Leclerc ocupava a quinta posição, com uma boa vantagem à frente do espanhol Fernando Alonso da Alpine, quando a Scuderia chamou o monegasco para o box, para colocar pneus macios novos e tentar a volta mais rápida da corrida, o que garantiria um ponto extra para o piloto.

Leclerc parou no final da volta 42 para fazer isso, porém, a vantagem que ele tinha para o sexto colocado, Alonso, não foi suficiente para colocar Leclerc na frente com folga, e o monegasco foi ultrapassado pelo espanhol, tendo que recuperar a posição na última volta, e ainda assim, sem conseguir fazer a volta mais rápida.

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Além de ter falhado em garantir o ponto extra e colocado em risco a sua posição na pista, Leclerc realmente acabou perdendo o quinto lugar, ao ser punido com uma penalidade de cinco segundos, porque ele foi cronometrado com excesso de velocidade no pitlane durante essa última parada, e ficou com o P6.

Mesmo essa decisão de parar Lelclerc, ter dado tão errado, o chefe da Ferrari, Mattia Binotto, justificou a decisão ao falar com a mídia após o final da corrida.

“Acho que tomamos a decisão certa, porque você precisa ser corajoso o suficiente para tentar obter o máximo”, disse ele à Sky F1. “Havia a vantagem para Fernando (Alonso). Sabíamos que era muito apertado, mas sabíamos que ele (Leclerc) poderia ultrapassá-lo com os pneus novos e talvez usando o DRS, ganhando velocidade extra na reta. No final, foi a escolha certa. Não conseguimos a volta mais rápida e precisamos ver o porquê, mas foi a decisão correta”, acrescentou.

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Binotto também afirmou que a Ferrari ainda não tem certeza onde Leclerc acelerou mais do que o permitido (80 km/h e ele foi pego a 81 km/h), se foi na entrada dos boxes, ou possivelmente liberando o limitador muito cedo em sua volta para a pista, na tentativa de superar Alonso.

“Não está claro ainda. Estamos analisando todos os dados. Talvez seja sobre liberar um metro antes da linha, então ficou muito apertado, muito limítrofe. Pode acontecer, mas não acho que havia riscos na operação de pararmos para a volta mais rápida”, acrescentou Binotto.

Essa opinião do chefe da Ferrari não foi compartilhada pela maioria das pessoas no paddock da F1. Afinal para um piloto e uma equipe que estão na disputa pelos campeonatos de pilotos e construtores, não só o risco foi mal calculado, como o resultado final foi pior do que se a Ferrari tivesse deixado Leclerc na pista, pois ele ficaria com o P5 sem nenhum risco, diferente do que aconteceu, onde terminou no P6 e sem o ponto por volta mais rápida.

 

 

 

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