Alonso desabafa sobre Fórmula 1 atual: “É triste, de certa forma”

A situação da Aston Martin e da Honda não é o único ponto que preocupa Fernando Alonso para sua permanência na Fórmula 1 em 2027. O espanhol também vê problemas no próprio campeonato e deixou claro que já conversa com Stefano Domenicali, CEO da F1, sobre o futuro da categoria.

O bicampeão enfrenta um momento difícil com a Aston Martin em 2026 e, durante o GP da Espanha, surgiram rumores de que Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), estaria tentando ajudar a Honda a alcançar um nível maior de competitividade e também consideraria “inaceitável” a situação de Alonso antes da corrida em casa do espanhol.

Faça o F1Mania.net sua fonte preferida de notícias no Google e também no Google Discover.

Questionado sobre essa movimentação, Alonso afirmou que não chegou a conversar com Ben Sulayem, mas mantém contato frequente com Domenicali: “Não sei, quer dizer, já tenho muitas coisas para analisar para tentar me decidir para o ano que vem”, disse Alonso à mídia quando questionado sobre sua resposta aos esforços de Ben Sulayem.

Fernando Alonso (ESP) Aston Martin F1 Team AMR26.
Foto: XPB Images

“Não falei com ele, mas falo com o Stefano [Domenicali] regularmente toda semana porque a Fórmula 1 não pode continuar desse jeito. Não podemos esperar até 2031 para ter um esporte adequado, então acho que é minha responsabilidade ajudá-los com minha experiência para [fazer o que pudermos] para melhorar esse tipo de coisa.

A principal crítica de Alonso está relacionada às características dos carros de 2026. O espanhol acredita que as curvas de alta velocidade perderam parte da importância para o piloto porque passaram a funcionar como “estações de recarga” para as baterias, que agora representam 50% da potência total produzida pelo motor:

“Curva 12, quem for mais rápido lá — não quero escolher um nome, mas não pode ser o Michael [Clayton, assessor de imprensa da Aston Martin], mais rápido que o Max Verstappen se ele tiver mais bateria, porque a Curva 12 é uma curva tão incrível que tem que ser o Max Verstappen fazendo a diferença em comparação ao Michael, e no momento, não conseguimos.”

Alonso considera que a situação tira justamente um dos elementos que deveriam diferenciar os pilotos: “É triste, de certa forma, com esta geração de carros, vir a um circuito muito bonito como este, com os desafios aqui como La Monumental, e a contribuição do piloto simplesmente não ser nada”, disse.

Siga o F1Mania.net e receba as últimas notícias da Fórmula 1 pelo WhatsApp.

“O Michael pode pilotar na Curva 12 porque você vai de pé no fundo sem implantação cinética. No momento em que a cinética entra, então você vai rápido na saída, mas na Fórmula 1 ou no automobilismo, deveria ser que na Curva 12, se o Michael é mais corajoso que eu, ele vai mais rápido. Se eu tenho mais atributos, então eu vou mais rápido que ele. É assim que deveria ser na classificação, e agora é só quanto estado de carga eu tenho, e vou mais rápido ou mais devagar”, finalizou Alonso.