Mudanças tecnológicas mexerão com estratégia de corrida

As novidades técnicas mais profundas para a nova temporada da Fórmula Indy se escondem na parte traseira dos novos Dallara DW12. Além da nova configuração e da entrada de novos fabricantes de motores, os carros trazem novidades invisíveis ao olho do público, mas extremamente importantes para engenheiros e equipes na hora de calcular as estratégias de corrida.

Honda, Chevrolet e Lotus fornecem às suas respectivas equipes clientes os motores V6 de 2,2 litros turboalimentados. A potência estimada para o Grande Prêmio de St. Petesburg, neste final de semana (com transmissão ao vivo pela Band para todo o Brasil, a partir das 14 horas de Brasília), é estimada em 660 cavalos no circuito de 2,89 quilômetros de extensão. Além disso, a importância do primeiro treino livre, programado para esta sexta-feira (23), será maior do que no restante da temporada em virtude de dois fatores que já fazem os engenheiros da equipe se debruçarem sobre suas calculadoras e computadores: o consumo e a nova composição do combustível, e o tamanho do tanque.

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Os antigos Dallara equipados com os Honda V8 3,5 litros aspirados tinham tanque com capacidade para 83 litros do etanol E98 (98% etanol e 2% gasolina especial de corrida). Agora, o combustível é o E85 (85% etanol e 15% de gasolina especial de corrida), e os tanques têm capacidade para 70 litros, devido às novas configurações do chassi.

“Normalmente, antes do final de semana de corrida nós traçamos um plano com o número de pit stops, jogos de pneus novos e estimativas de bandeiras amarelas”, destaca Mike O’Gara, engenheiro da equipe Sarah Fisher Hartman Racing. Entretanto, O’Gara espera da Honda o mapa do consumo de combustível para desenvolver a estratégia de corrida do final de semana.

O mapa de combustível é desenhado pela unidade eletrônica de controle do motor, que recebe informações de sensores, gerando um gráfico imaginário. O computador é programado para “dizer” aos injetores de combustível o que fazer em determinado ponto do mapa. “Ainda não temos uma visão clara em que tipo de economia de combustível teremos. Vamos nos ajustando no decorrer do fim de semana, e vai depender muito da quantidade de bandeiras amarelas que poderemos ter na corrida”, disse. “Ficamos muito acostumados nos últimos anos porque sabíamos exatamente o que esperar. Agora começamos do zero, então teremos de ver como as coisas irão funcionar”, analisou.

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As três fornecedoras de motor já possuem este mapa, desenvolvido durante testes de dinamômetro. As informações, entretanto, deverão ser validadas na prática durante o primeiro treino livre, programado para as 12h50 (de Brasília) desta sexta-feira (23).

Os testes da última semana mostraram que o consumo já é bem menor do que no ano passado, com os antigos motores.