Após começar a temporada com ótimos resultados, Charles Leclerc enfrentou alguns problemas ao longo da primeira metade do ano na F1, seja por erros próprios ou erros da Ferrari. Em entrevista à ‘BBC Sport’, Charles Leclerc comentou sobre o assunto e afirmou que é preciso superar e melhorar essas questões.
O monegasco admite que as primeiras 13 corridas da temporada não renderam os resultados que eram possíveis, embora mantenha a esperança de que posso lutar pelo título mundial contra Max Verstappen.
“Primeiro de tudo, foi incrível ver que finalmente voltamos a lutar por vitórias. Por outro lado, não conseguimos maximizar todo o potencial que tínhamos. E isso não é ótimo. Ainda temos a segunda parte da temporada para recuperar, espero, e vou dar o máximo. Mas as últimas corridas foram um pouco difíceis”, disse Leclerc.
Nas últimas corridas na França e na Hungria, tanto Leclerc quanto a Ferrari comentaram erros cruciais. No GP da França, o piloto estava liderando antes de errar e bater sozinho. Na Hungria, ele parecia o provável vencedor antes da Ferrari trocá-lo por pneus duros.
“Sabemos que precisamos trabalhar nisso. Queremos fazer absolutamente tudo para melhorar em cada coisa que fazemos. E, obviamente, olhando para a primeira parte desta temporada, houve alguns problemas de estratégia, alguns problemas de confiabilidade e erros de pilotagem”, disse ele.
Leclerc afirmou que todos estão trabalhando duro e explicou o processo de correção dos erros cometidos. “Em confiabilidade e estratégia, estamos trabalhando muito duro para melhorar. E depois de um erro, sempre passamos exatamente pelo mesmo processo, que é tentar analisar de onde vêm os erros, por que tomamos a decisão errada em determinado ponto da corrida, para seguir em frente. Assim que entendemos um erro, podemos seguir em frente”.
“E sei que chegamos a esse nível porque há dois anos trabalhamos nessas fraquezas do carro. Então, ainda temos pontos fracos e precisamos trabalhar neles. Mas se trabalharmos tão bem quanto nos últimos dois anos em outras fraquezas, estou confiante de que vamos superá-las”, afirmou o monegasco.
Sobre os próprios erros, Leclerc não escondeu que é duro consigo mesmo. “Sou extremamente duro comigo. Sou sempre mais duro quando sou eu quem cometo o erro, e obviamente a França foi uma das que mais doeu. Imola também um pouco, embora não houvesse muitos pontos envolvidos porque eu poderia voltar à pista”.
“Sempre que passo por esse momento difícil, passo pelo mesmo processo que estava dizendo antes, tentando analisar o que estava errado. E é principalmente mentalmente. (…) Falar sobre isso parece muito fácil, mas nem sempre é fácil identificar exatamente o que estava acontecendo em sua cabeça naquele momento. Acho que isso é uma força minha e me ajuda a melhorar como piloto toda vez que cometo um erro”, concluiu Leclerc.
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