A Fórmula 1 anunciou novas regras que entrarão em vigor a partir de 2021. O teto orçamentário era a alteração mais importante para as equipes menores, mas o handicap de desenvolvimento foi algo inovador.
O teto orçamentário tem como principal objetivo juntar o grid da F1. As principais equipes não poderão mais gastar seu dinheiro livremente agora que o valor foi reduzido para US$ 145 milhões.
Os custos de marketing, o salário dos pilotos e dos três funcionários mais bem pagos não entram na conta, mas mesmo assim as melhores equipes prevalecem. Para juntar o grid um conceito único foi desenvolvido. Enquanto algumas categorias do automobilismo usam lastros no carro do vencedor, isso contraria o DNA de desenvolvimento da F1.
Pensando nisso, a F1 criou algo único. A partir de 2021, as equipes terão tempo limitado no túnel de vento e menos CFD. No passado, esses testes eram feitos sem interrupções e as principais equipes costumavam executar os testes 24 horas por dia, 7 dias por semana, enquanto as equipes menores não tem a mesma condição. Esses testes podem fornecer informações para acelerar o desenvolvimento do carro e, portanto, mais testes realizados são uma vantagem.
Para impedir que isso aconteça, foi estabelecido uma regra para 2020 de que as equipes só podem fazer 65 testes por semana. Isso é o mesmo para todos, mas a questão é se as equipes menores conseguirão alcançar esses números. A partir de 2021, o número de testes permitidos será ainda mais limitado e as equipes menores obterão uma certa vantagem.
Com base no resultado no campeonato de construtores de 2020, será feito um ranking com o número de testes que cada equipe pode realizar. 100% equivalem a 40 testes por semana, mas nem todos poderão testar 100%. Por exemplo, o campeão de 2020 terá 90% dos testes em 2021, o que significa que serão 36 testes por semana.
Esse número aumenta gradativamente de 2,5% em 2,5% até o 10ª colocado (112,5%). Se basearmos na temporada de 2019, em 2020 a Mercedes só poderia usar o túnel de vento e o CFD 36 vezes por semana, enquanto a Williams poderia usá-lo 45 vezes. Dessa forma, a F1 espera aproximar as equipes de maneira natural.
A partir de 2022, as medidas serão reforçadas. O campeão poderá executar apenas 70% dos testes (28 na semana), com a escala subindo de 5% em 5%. O 10º colocado nos construtores terá 115% dos testes permitidos.
Veja a tabela:
| Posição no Campeonato | Porcentagem dos 40 testes em 2021 | Porcentagem dos 40 testes em 2022 |
| 1 | 90% | 70% |
| 2 | 92,50% | 75% |
| 3 | 95% | 80% |
| 4 | 97,50% | 85% |
| 5 | 100% | 90% |
| 6 | 102,50% | 95% |
| 7 | 105% | 100% |
| 8 | 107,50% | 105% |
| 9 | 110% | 110% |
| 10 | 112,50% | 115% |
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