Lewis Hamilton é o maior vencedor da história do GP da Hungria, enquanto outros pilotos do grid chegam ao Hungaroring tentando ampliar seus próprios capítulos em um dos circuitos mais tradicionais da Fórmula 1.
O Hungaroring ocupa um lugar especial no calendário da Fórmula 1. Desde que recebeu sua primeira corrida, em 1986, o circuito nos arredores de Budapeste se consolidou como uma das pistas mais técnicas da categoria e foi palco de algumas das vitórias mais marcantes da história recente do esporte.
Para muitos pilotos do atual grid, correr na Hungria significa voltar a um circuito onde já conquistaram triunfos importantes. Para outros, representa a oportunidade de escrever um novo capítulo em um traçado que costuma premiar precisão, consistência e inteligência estratégica.
Lewis Hamilton: o rei de Budapeste
Nenhum piloto construiu uma relação tão forte com o Hungaroring quanto Lewis Hamilton. O britânico é o maior vencedor da história do GP da Hungria, com **oito vitórias**, além de inúmeras pole positions e pódios ao longo da carreira.
Agora defendendo a Ferrari, Hamilton retorna ao circuito vivendo seu melhor momento desde a chegada à equipe italiana. A vitória conquistada em Barcelona e a evolução da Scuderia nas últimas etapas fazem do heptacampeão um dos candidatos naturais às primeiras posições.
Max Verstappen busca ampliar sua história
Depois de anos em que a Red Bull encontrou dificuldades na Hungria, Max Verstappen conseguiu transformar o Hungaroring em mais um circuito favorável ao longo da era recente da equipe.
O holandês soma **duas vitórias consecutivas** nas edições de 2022 e 2023 e também venceu em 2024, tornando-se um dos pilotos mais bem-sucedidos do grid atual em Budapeste depois de Hamilton. Em 2026, chega tentando reduzir a vantagem da Mercedes no campeonato e manter vivo o sonho de mais um título.
Fernando Alonso e o início de uma trajetória histórica
Fernando Alonso também possui uma ligação especial com a Hungria. Foi justamente no Hungaroring que o espanhol conquistou sua **primeira vitória na Fórmula 1**, em 2003, tornando-se, na época, o mais jovem vencedor da história da categoria.
Mais de duas décadas depois, o bicampeão segue no grid e continua utilizando toda sua experiência em um circuito que tradicionalmente recompensa pilotos capazes de administrar pneus e estratégia.
Charles Leclerc busca a primeira vitória
Charles Leclerc já coleciona boas atuações em Budapeste, incluindo poles e pódios, mas ainda busca sua primeira vitória no GP da Hungria.
Vivendo uma boa fase com a Ferrari e vindo de um segundo lugar na Bélgica, o monegasco chega à etapa acreditando que o Hungaroring pode oferecer mais uma oportunidade de lutar diretamente pela vitória.
Norris e Piastri querem confirmar a força da McLaren
A McLaren costuma apresentar bom desempenho em circuitos de alta carga aerodinâmica, o que aumenta a expectativa para Lando Norris e Oscar Piastri.
Embora ainda não tenham um histórico tão expressivo quanto Hamilton, Verstappen ou Alonso em Budapeste, ambos já demonstraram competitividade no circuito e chegam tentando recolocar a equipe britânica na disputa pelas primeiras posições.
Antonelli e a nova geração
Para Kimi Antonelli, líder da temporada 2026, o Hungaroring representa mais uma oportunidade de ampliar uma trajetória que começa a ganhar contornos históricos.
Depois da vitória na Bélgica, o italiano desembarca na Hungria como um dos favoritos e tentará conquistar pela primeira vez o GP húngaro, reforçando ainda mais a excelente campanha que realiza em sua temporada de estreia pela Mercedes.
Gabriel Bortoleto também chega em alta. O brasileiro pontuou nas últimas etapas e busca seu melhor resultado no Hungaroring defendendo a Audi, em uma pista onde classificação e estratégia podem favorecer equipes do pelotão intermediário.
Um circuito onde experiência faz diferença
Ao longo das décadas, o Hungaroring mostrou que velocidade é apenas parte da equação. A dificuldade para ultrapassar, o desgaste dos pneus e a necessidade de acertar a estratégia tornam a experiência um fator decisivo.
É justamente por isso que pilotos como Hamilton e Alonso construíram retrospectos tão consistentes em Budapeste. Ao mesmo tempo, a edição de 2026 oferece uma nova oportunidade para nomes como Antonelli, Leclerc, Norris, Piastri e Bortoleto escreverem seus próprios capítulos em um dos circuitos mais tradicionais da Fórmula 1.
