Fórmula 1 acelera negociações para definir regulamento dos motores de 2027

A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e a Liberty Media intensificaram as negociações com os fabricantes de motores para fechar o regulamento das unidades de potência da Fórmula 1 para 2027. A expectativa é concluir um acordo durante o GP da Espanha, entre os dias 12 e 14 de junho, segundo o Motorsport.

A federação pretende ajustar as regras e reduzir a participação da energia elétrica em relação ao modelo atual, que prevê uma divisão próxima de 50% entre potência elétrica e de combustão. Antes do GP do Canadá, os fabricantes pareciam concordar com a necessidade de mudanças, e a FIA apresentou uma proposta que previa aumento de 14% no fluxo de combustível, elevando em 50 kW a potência do motor de combustão e reduzindo em 50 kW a do sistema elétrico.

Segundo a FIA, a nova configuração, com 450 kW do motor de combustão e 300 kW do MGU-K, ajudaria a eliminar problemas como o superclipping e o gerenciamento excessivo da bateria nas voltas de classificação.

George Russell (GBR) Mercedes AMG F1 W16 at the start of the race.
Foto: XPB Images

No entanto, Ferrari e Audi mudaram de posição poucos dias depois. As montadoras argumentaram que alterações dessa magnitude exigiriam intervenções significativas nos projetos já em desenvolvimento, com impactos em custos, confiabilidade e planejamento interno.

Nos bastidores, o receio de perder os benefícios garantidos pelo ADUO teria motivado a mudança de postura. Como alternativa, ganhou força uma proposta capaz de atingir uma proporção de 60% de potência de combustão e 40% elétrica sem exigir mudanças profundas nas unidades de potência.

Enquanto isso, a Comissão da Fórmula 1 aprovou uma redução da carga aerodinâmica dos carros de 2027. A medida, aliada a um aumento limitado de 5% no fluxo de combustível, pode reduzir o fenômeno de lift and coast e favorecer a recuperação de energia.