F1: Wolff se surpreende com ritmo de evolução da Ferrari

A Ferrari voltou a chamar a atenção da concorrência na Fórmula 1, pelo ritmo acelerado de desenvolvimento do carro. Após o GP da Áustria, o chefe da Mercedes, Toto Wolff admitiu estar surpreso com a quantidade de atualizações introduzidas pela equipe italiana nas últimas corridas, e afirmou que a Mercedes não tem margem no teto orçamentário para acompanhar esse ritmo.

O time de Maranello apresentou um grande pacote de atualizações em Barcelona, onde Lewis Hamilton conquistou sua primeira vitória com a Ferrari. Já em Spielberg, o time levou novas evoluções, incluindo uma unidade de potência atualizada, a primeira desde o congelamento do desempenho dos motores, permitindo recuperar parte da diferença de potência em relação à Red Bull Powertrains-Ford e também em relação à Mercedes.

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Apesar de reconhecer o esforço da Ferrari, Wolff destacou que o resultado obtido na Áustria, não refletiu o tamanho do investimento realizado pela equipe italiana. Ainda assim, o chefe da Mercedes acredita que o atual ritmo de desenvolvimento da Scuderia, dificilmente poderá ser mantido até o fim da temporada.

“Estamos um pouco surpresos com o fato de a Ferrari conseguir colocar atualizações tão grandes no carro da forma como faz. Na minha opinião, eles precisam estar ficando sem dinheiro dentro do teto orçamentário em breve, porque nós não conseguimos fazer isso. Simplesmente não temos essa margem no Cost Cap para trazer tantas peças como eles”, afirmou.

Toto Wolff (GER) Mercedes AMG F1 Shareholder and Executive Director.
Foto: XPB Images

O dirigente austríaco acredita que a situação pode mudar nas etapas finais do campeonato: “Espero que isso mude no fim da temporada, quando eles não puderem mais levar novas peças. Pelo menos a lógica diz isso, e nós vamos conseguir evoluir mais”, disse ele.

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Wolff também observou que, entre as principais equipes, apenas a Ferrari continua apresentando grandes pacotes de atualização de maneira constante. Segundo ele, Mercedes, Red Bull Racing e McLaren, já introduziram seus principais desenvolvimentos, e desde então, têm trabalhado apenas com pequenas melhorias entre uma corrida e outra.

“O único time que não está diminuindo o ritmo é a Ferrari. Entre McLaren, Red Bull e nós, tivemos um grande pacote, que introduzimos em Montreal. Depois disso, chegaram apenas pequenas peças, e acredito que o mesmo aconteceu com Red Bull e McLaren. A Ferrari parece não ter limites nesse aspecto. Além disso, eles já esperavam uma nova unidade de potência, então devem ter começado esse desenvolvimento há cerca de seis meses”, concluiu Wolff.