Toto Wolff rebateu as críticas à estratégia da Mercedes no GP da Itália de Fórmula 1, e negou que George Russell tenha sido prejudicado pela equipe. O chefe da Mercedes classificou como ‘absurdo’ o questionamento sobre a decisão tomada durante o período de safety car virtual.
Kimi Antonelli venceu em Monza à frente de Russell, com apenas 3,8 segundos entre os dois carros da Mercedes. O resultado ampliou a vantagem de Antonelli sobre o companheiro de equipe para 66 pontos no campeonato de pilotos, enquanto a Mercedes passou a ter 122 pontos de vantagem sobre a Ferrari entre as equipes.
A principal discussão ocorreu durante o safety car virtual, quando a Mercedes chamou Antonelli aos boxes. O italiano havia largado com pneus duros e colocou médios nessa parada, enquanto Russell, que também utilizava os duros, permaneceu na pista na liderança.

Questionado pela Sky F1 se Russell deveria ter recebido prioridade na decisão, Wolff rejeitou a possibilidade: “Não, foi absolutamente a coisa certa que fizemos”, afirmou. Segundo ele, a previsão era de uma estratégia de apenas uma parada, e os pneus médios representavam um compromisso para Antonelli, que precisava trocar os pneus duros usados na largada.
Wolff também reagiu de forma contundente às críticas feitas após a corrida: “Não há como, e obviamente existem alguns ‘guerreiros de sofá’ que vão deixar seus comentários depois de assistir a algum outro material online, dizendo que George foi prejudicado. É um absurdo completo. Desculpe, eu deveria dizer que é uma porcaria completa”, acrescentou.
As declarações ocorreram após o TL3 em Madri neste sábado, no qual Antonelli novamente terminou na frente. O piloto marcou 1min32s797, superando Charles Leclerc por 0,166 segundo, enquanto Russell ficou em sexto, 0,702 segundos atrás. Para Wolff, a disputa pela pole poderia ser decidida por margens mínimas: “Pode haver um pouco de ‘efeito ioiô’. Pode estar tudo dentro de um décimo. Então você pode estar do lado bom ou do lado errado”, encerrou o chefe da Mercedes.
