A Ferrari voltou a ser assunto no paddock da Fórmula 1, agora por conta de seu programa de desenvolvimento. Após o GP da Áustria do último domingo (28), Toto Wolff admitiu surpresa com as tantas atualizações levadas pela equipe ao longo de 2026 e levantou dúvidas sobre como pode ser possível dentro do limite orçamentário.
Desde o GP de Miami, a escuderia de Maranello vem trazendo novos componentes no SF-26 constantemente. Em Spielberg, o pacote incluiu até mesmo a primeira atualização do motor influenciada pelo ADUO. Para o dirigente da Mercedes, esse volume de novidades contrasta com a realidade enfrentada pelo time alemão. “Estamos um pouco surpresos que a Ferrari consiga colocar tantas atualizações no carro da forma como faz”, afirmou.

“Na minha opinião, eles devem estar ficando sem margem no limite orçamentário, porque nós não conseguimos fazer isso. Simplesmente não temos essa folga para levar tantas peças quanto eles”, explicou. O austríaco ainda disse esperar que esse cenário mude até o fim da temporada. “Espero que, mais para frente, eles não consigam mais introduzir peças. Pelo menos, a lógica indica isso, e nós vamos trazer mais atualizações.”
Enquanto a Ferrari apostou em uma evolução contínua do carro, a Mercedes adotou uma estratégia mais conservadora. A principal atualização da equipe alemã estreou no GP do Canadá, enquanto, na Áustria, o W17 recebeu uma nova suspensão dianteira e modificações para aumentar a confiabilidade da bateria após problemas recentes.
Questionado sobre a dificuldade de manter o desenvolvimento respeitando o teto de gastos de US$ 215 milhões, Wolff afirmou que praticamente todas as equipes reduziram o ritmo de evolução, com exceção da Ferrari. “Os únicos que não diminuíram o ritmo foram eles. Red Bull e McLaren seguem um caminho parecido com o nosso, mas a Ferrari parece não ter limites nesse aspecto. Além disso, eles esperavam o ADUO e ainda trouxeram um motor novo. Devem ter iniciado esse desenvolvimento há seis meses”, concluiu.
