A disputa pelas unidades de potência voltou ao centro das atenções na Fórmula 1 após Toto Wolff afirmar que a Mercedes possui atualmente o motor mais potente do grid. A declaração reacende o debate sobre o ADUO, sistema criado pela FIA para monitorar o desempenho dos fabricantes e definir quem pode receber concessões de desenvolvimento.
O tema ganhou força porque, quando o ADUO foi apresentado, a Red Bull-Ford Powertrains aparecia como referência entre os motores de combustão interna, à frente da Mercedes. Agora, após o GP da Bélgica, o dirigente austríaco indicou que o cenário mudou, embora tenha reconhecido que um problema afetou todos os carros equipados com motores Mercedes em Spa, prejudicando especialmente George Russell.
“Tivemos um problema em todos os motores Mercedes, faltava potência nas retas e isso prejudicou muito ele [George Russell]. A culpa é 100% nossa. Estamos dando o nosso melhor como equipe, temos a unidade de potência mais potente, temos um carro forte e capaz de vencer. Todos dão o máximo para minimizar os erros e, mesmo assim, isso acontece porque somos humanos”, afirmou à Sky Sports.

Questionado sobre a declaração do rival, o chefe da Red Bull, Laurent Mekies, concordou com a avaliação. “Toto está certo. Também acho que eles têm a unidade de potência mais potente. E, certamente, eles tiveram uma vantagem considerável nas retas novamente”, disse.
O primeiro ciclo de avaliação do ADUO apontou a Red Bull-Ford como referência entre os motores de combustão interna, com a Mercedes entre 2% e 4% atrás, enquanto Ferrari, Audi e Honda apresentavam uma diferença superior a 4%. O segundo período de monitoramento começou no GP de Mônaco e será encerrado no GP da Hungria. Embora os resultados devam ser divulgados até duas semanas após o fim dessa fase, o relatório do primeiro ciclo ainda não foi publicado oficialmente devido à investigação envolvendo a Red Bull. Com isso, a expectativa do paddock é que a FIA esclareça o cenário após a etapa húngara e confirme se houve mudança na ordem de desempenho entre os fabricantes, fator que poderá definir quais marcas terão direito às oportunidades de atualização previstas pelo ADUO.
