Toto Wolff, chefe da Mercedes afirmou que os problemas enfrentados por George Russell no GP da Bélgica no último domingo (19) tiveram responsabilidade dividida entre a equipe e o próprio piloto. Segundo o dirigente, a unidade de potência prejudicou o britânico, mas a pilotagem também pode ter influenciado o resultado.
A situação de Russell piorou logo na primeira volta, quando ele se envolveu em uma colisão com Lewis Hamilton, da Ferrari, na chicane Les Combes. Antes do acidente, o piloto reclamou pelo rádio da falta de bateria na reta Kemmel e afirmou que havia perdido posições para três carros antes da disputa com o heptacampeão.
Após a prova, Wolff revelou que existiu um problema de potência nos motores Mercedes. “Havia um problema com todos os motores Mercedes, faltava potência na reta”, afirmou o dirigente, destacando que a situação “o prejudicou bastante”.

Mesmo reconhecendo a falha da equipe, Wolff disse que Russell também precisa assumir parte da responsabilidade: “Provavelmente, metade disso é atribuída à unidade de potência, que não estava tão boa quanto deveria ser no lado dele, e, por outro lado, talvez à pilotagem”, declarou à Sky Sports F1.
“Mas estamos todos juntos nessa. Todos cometemos erros. [Em Spa], foi um erro cometido pela equipe. Em outro dia, será um erro do piloto. Só precisamos minimizar isso e nos apoiar mutuamente.”
O chefe da Mercedes ainda destacou que Antonelli, que venceu a corrida, pode ter levado vantagem por lidar melhor com as novas exigências de gerenciamento de energia dos carros. Segundo Wolff, a recuperação e a entrega de potência da unidade passaram a ter um papel mais importante na pilotagem.
“Essa é outra dimensão que foi adicionada à pilotagem. Agora, alguns pilotos podem não gostar; outros podem dizer: ‘Ok, só precisamos nos acostumar’. Mas é mais um componente que torna as coisas mais complexas”, concluiu.
