F1: Wolff declara apoio à mudança de motores para 2027

Toto Wolff indicou apoio da Mercedes para uma alteração importante nos motores da Fórmula 1 a partir de 2027. A proposta prevê reduzir a dependência elétrica das unidades de potência e aumentar novamente a participação do motor a combustão.

O regulamento de 2026 estabelece divisão de 50% da potência entre o motor a combustão e os sistemas elétricos de 350 kW. Porém, nas primeiras corridas, surgiram problemas de gerenciamento de energia, principalmente com cortes de potência no fim das retas e estratégias de lift and coast durante as voltas rápidas da classificação.

Para minimizar os efeitos, ajustes já foram feitos antes do GP de Miami. Agora, dirigentes da categoria e fabricantes discutem alterar a proporção para 60:40 em favor do motor a combustão a partir de 2027. A mudança ainda depende de aprovação por supermaioria no Comitê Consultivo das Unidades de Potência, formado por Audi, Honda, Ferrari, Mercedes HPP, Red Bull Powertrains, FIA e Fórmula 1.

George Russell (GBR) Mercedes AMG F1 W16 and Andrea Kimi Antonelli (ITA) Mercedes AMG F1 W15.
Foto: XPB Images

Enquanto a Honda indicou estar aberta à decisão da FIA, Audi e Ferrari seriam contrárias à mudança. A fabricante alemã, especialmente, teria demonstrado insatisfação após investir fortemente no conceito original de 50:50 antes de uma possível alteração tão rápida no regulamento.

Mesmo com a Mercedes sendo considerada referência no desenvolvimento das unidades de potência, Wolff afirmou que vê sentido na proposta. “É mais fácil falar da minha posição, mas acho que as corridas estão bastante interessantes”, declarou após o GP do Canadá. O dirigente também destacou que o circuito de Montréal ajudou no gerenciamento energético, mas reconheceu a necessidade de ajustes. “As mudanças que antecipamos, aumentando a potência e ajudando na implantação de energia, são boas alterações. Elas exigem compromissos de todos os fabricantes, mas parecem uma abordagem sensata”, concluiu.