F1: Wolff confia na melhor decisão sobre Catar e Abu Dhabi

Toto Wolff afirmou confiar na Fórmula 1 e na FIA, para decidirem se haverá condições seguras para a realização dos GPs do Catar e de Abu Dhabi nesta temporada. O chefe da Mercedes também defendeu que qualquer pessoa que não se sinta confortável para viajar deve ter sua decisão respeitada.

Segundo Wolff, a definição precisa seguir orientações e informações oficiais sobre a situação, incluindo possíveis restrições de viagem, operações das companhias aéreas, alertas na região e posicionamentos dos governos locais.

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“Stefano (Domenicalli – CEO da F1) e Mohammed (Ben Sulayem – Presidente da FIA) foram bastante claros sobre a situação, que a Fórmula 1 segue as diretrizes internacionais, se há restrições de viagem, companhias aéreas que não estão voando, qualquer alerta na região e o tipo de informação que os governos locais estão fornecendo”, afirmou o dirigente da Mercedes no Brasil.

Wolff disse que a categoria precisa acompanhar atentamente a evolução da situação nos próximos dias e semanas, mas acredita que Domenicali e Sulayem agirão para proteger as pessoas envolvidas, caso o cenário se torne mais perigoso.

“Se as coisas se tornarem mais perigosas e recebermos esse tipo de informação, Stefano será o primeiro, junto com Mohammed, a proteger as pessoas que deveriam viajar. É por isso que sigo as orientações deles”, declarou.

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O tema ganhou atenção também com a viagem da MotoGP ao Catar neste fim de semana. Marc Márquez afirmou que preferia estar em outro lugar e por isso, chegou no último voo possível e pretende sair no primeiro disponível, enquanto a Yamaha decidiu boicotar completamente o final de semana.

F1: Wolff confia na melhor decisão sobre Catar e Abu Dhabi
Foto: Divulgação / MotoGP

Para Wolff, pilotos e equipes devem ter liberdade para tomar decisões individuais sobre a viagem: “Você quer pilotar ou trabalhar, vá. Se não quer, não vá. É simples assim, e todos podem tomar suas decisões pessoais sobre isso, e eu respeito isso”, acrescentou.

O chefe da Mercedes afirmou que, até agora, o assunto não foi levantado internamente como uma preocupação. Ainda assim, reforçou que ninguém deveria ser obrigado a viajar contra a própria vontade e que uma ausência poderia abrir espaço para outra pessoa receber uma oportunidade.

Frederic Vasseur, chefe da Ferrari, compartilhou uma posição semelhante. Ele disse confiar plenamente na FIA, na FOM e em Domenicali, embora tenha destacado que a questão ainda não se tornou um tema de discussão dentro da equipe italiana.

“Se alguém sentir algo e não quiser ir, respeitaremos a decisão. Mas até agora, temos enorme confiança em nosso sistema, em nossa organização, e veremos o que acontecerá nas próximas semanas”, concluiu Vasseur.