A vitória de Kimi Antonelli no GP de Mônaco de Fórmula 1 foi tão dominante, que a Mercedes precisou pedir ao piloto para reduzir o ritmo durante a corrida. Segundo o chefe da equipe, Toto Wolff, nem mesmo os avisos da equipe foram suficientes para fazer o italiano tirar o pé.
O triunfo marcou um momento especial para os fãs italianos, já que foi a primeira vitória de um piloto do país nas ruas de Monte Carlo desde 2004. Além disso, representou o primeiro sucesso da Mercedes no circuito desde 2019.
Após a prova, Wolff não escondeu a admiração pelo desempenho do líder do campeonato. O dirigente destacou o controle demonstrado pelo jovem piloto ao longo da corrida: “O que Kimi consegue fazer é especial. Ele tem total controle do carro e das emoções. Não perde a calma quando alguém está a apenas um segundo e meio atrás, porque consegue mudar o ritmo e aumentar a vantagem. É realmente incrível”, afirmou.
Essa superioridade foi tamanha, que a equipe decidiu alertá-lo pelo rádio. De acordo com o chefe da Mercedes, o engenheiro de corrida do jovem piloto, Peter Bonnington, conhecido como Bono, foi o primeiro a pedir que Antonelli diminuísse o ritmo, mas o recado não teve efeito.
“Bono falou com ele primeiro e depois eu repeti a mensagem. Eu disse para avisá-lo que ele tinha trinta segundos de vantagem. Peter transmitiu isso novamente, mas Kimi continuou fazendo os mesmos tempos de volta. Então pensamos que talvez aquele fosse simplesmente o ritmo dele”, afirmou Wolff.

O dirigente também celebrou o retorno da Mercedes ao topo em Mônaco. Segundo ele, a equipe frequentemente esteve próxima da vitória nos últimos anos, mas encontrava dificuldades para transformar esse potencial em resultado: “É verdade que sempre foi um desafio para nós. Muitas vezes chegamos perto, mas a última vitória tinha sido em 2019. Voltar a vencer foi uma sensação muito boa”, acrescentou.
Apesar da alegria pelo resultado de Antonelli, o final de semana também trouxe frustração do outro lado da garagem. George Russell terminou sem marcar pontos após receber uma penalidade de drive-through, comprometendo uma oportunidade que Wolff acredita que poderia ter terminado em pódio.
“Não vou ao pódio há dez anos porque é difícil equilibrar a felicidade de um lado da garagem e a decepção do outro. Hoje (domingo) não consegui evitar. Enquanto estava lá, tinha sentimentos mistos. Em Montreal, a vitória era dele e nós o decepcionamos. Hoje, provavelmente poderíamos ter conquistado um pódio sem a penalidade, que foi um erro”, finalizou o chefe da Mercedes.
