A Mercedes saiu do GP do Canadá de Fórmula 1 com pole positions e vitórias na corrida Sprint e no GP principal, mas Toto Wolff, evitou qualquer empolgação exagerada com o novo pacote de atualizações da equipe. O chefe da Mercedes afirmou que os ganhos vistos na pista ainda não correspondem claramente ao que era esperado nos dados internos da equipe.
O time alemão optou por adiar seu primeiro grande pacote de desenvolvimento da temporada até Montreal, enquanto várias outras equipes já haviam implementado novidades nas etapas anteriores. Mesmo com o forte desempenho no Circuito Gilles Villeneuve, Wolff acredita que ainda é cedo para afirmar que as mudanças no W17 funcionaram exatamente como planejado.
“Em alguns momentos, senti que as atualizações não entregaram os ganhos de desempenho que esperávamos no papel, mas é muito difícil avaliar”, afirmou Wolff. O austríaco ressaltou que a McLaren praticamente não entrou na disputa direta durante a corrida, o que dificulta uma comparação mais precisa entre as equipes.
Segundo o chefe da Mercedes, o carro apresentou bom ritmo e conseguiu abrir vantagem em Montreal, mas isso não significa necessariamente que o pacote entregou tudo o que os engenheiros projetavam antes da etapa canadense: “Nós tivemos ritmo e tivemos vantagem, mas quanto disso corresponde ao que antecipávamos? Acho muito difícil julgar ainda”, disse ele.

Enquanto a Mercedes introduziu oito atualizações no Canadá, a McLaren segue em ritmo acelerado de desenvolvimento. A equipe britânica levou sete novidades para Miami e outras sete para Montreal, algo que evidencia a intensidade da disputa técnica entre as equipes da frente do grid.
Wolff também lembrou que o traçado canadense historicamente favorece a Mercedes, fator que pode estar mascarando a verdadeira eficiência do novo pacote: “Montreal foi um circuito muito bom para nós no ano passado também. Então, isso talvez faça nosso desempenho parecer melhor do que seria em outros circuitos”, acrescentou.
Por isso, o dirigente prefere manter cautela antes de chegar a qualquer conclusão definitiva sobre a evolução do carro: “Provavelmente em Mônaco também não teremos uma resposta clara. Precisamos continuar monitorando e analisando”, completou.
