F1: Wolff admite que atualizações da Mercedes não entregaram ganho esperado no Canadá

Chefe da equipe diz que pacote introduzido no W17 não correspondeu às projeções feitas em simuladores, mas admite que ainda é cedo para avaliar seu impacto real.

A Mercedes deixou o GP do Canadá com mais dúvidas do que respostas sobre o mais recente pacote de atualizações introduzido no W17. Apesar de um fim de semana competitivo em Montreal, o chefe da equipe, Toto Wolff, admitiu que as novidades levadas para a etapa não produziram os ganhos de desempenho que a equipe havia projetado.

O pacote apresentado no Circuito Gilles Villeneuve foi um dos mais abrangentes da temporada até agora para a equipe alemã. As mudanças envolveram diversas áreas do carro, começando pela asa dianteira, que recebeu uma nova configuração e endplates revisados para melhorar o gerenciamento do fluxo de ar. A Mercedes também promoveu alterações na região frontal do carro e concentrou boa parte do trabalho no assoalho, área considerada fundamental nos carros da atual geração.

Entre as modificações estavam revisões na borda do assoalho, nas seções dos cantos e em partes do difusor, com o objetivo de aumentar a carga aerodinâmica e melhorar a qualidade do fluxo de ar sob o carro. Na traseira, a equipe também reposicionou elementos aerodinâmicos para otimizar o escoamento do ar em direção à parte final do W17.

Apesar do extenso trabalho de desenvolvimento, Wolff reconheceu que os resultados obtidos em Montreal ficaram abaixo do esperado.

“Não trouxe os ganhos de desempenho que esperávamos no papel, mas é muito difícil avaliar. Não vimos as McLaren hoje em momento algum. Tivemos ritmo, tivemos vantagem, mas é difícil saber quanto disso corresponde ao que havíamos previsto. Ainda é muito cedo para julgar”, afirmou o dirigente à imprensa após a corrida.

Segundo Wolff, uma das dificuldades para avaliar o pacote está no fato de Montreal historicamente favorecer as características da Mercedes. A equipe já havia mostrado competitividade no circuito canadense na temporada passada, o que torna mais difícil separar o efeito das atualizações do comportamento natural do carro em um traçado que tradicionalmente se adapta bem ao projeto da equipe.

“Montreal foi um circuito muito bom para nós no ano passado. Será que isso está fazendo nossa performance parecer melhor do que realmente é? Provavelmente. Em Mônaco também não teremos uma resposta definitiva. Precisamos continuar monitorando e analisando”, acrescentou.

A Mercedes pretende utilizar as próximas corridas para coletar mais dados antes de chegar a uma conclusão sobre a eficácia das atualizações. Com características bastante distintas entre os circuitos do calendário, a equipe acredita que apenas uma análise de longo prazo permitirá entender se o pacote realmente representa um avanço na luta contra McLaren, Ferrari e Red Bull ao longo da temporada 2026.