A Red Bull Racing chega ao GP de Mônaco no próximo fim de semana, ainda tentando resolver uma das principais limitações de seu carro na temporada 2026 da Fórmula 1. Max Verstappen afirmou que o comportamento do RB22 sobre zebras e ondulações, continua sendo um ponto fraco da equipe e até brincou sobre o desafio que encontrará nas ruas do Principado.
O circuito de Monte Carlo é conhecido pelas irregularidades do asfalto e pela proximidade das barreiras de proteção, características que podem ampliar uma dificuldade que já ficou evidente durante o GP do Canadá. Segundo o tetracampeão, esse problema acompanha a Red Bull há várias temporadas e permanece presente mesmo após a introdução do novo regulamento técnico.
Durante o final de semana em Montreal, Verstappen afirmou que pistas com muitas ondulações e ressaltos, seguem sendo um obstáculo para a equipe: “Qualquer lugar que tenha muitas ondulações será difícil para nós. Isso tem a ver com a filosofia do nosso carro no momento, com a forma como você o acerta para lidar com as irregularidades em comparação com a carga aerodinâmica”, afirmou.
O holandês reconheceu que a situação ainda está longe do ideal: “Ainda não é o ideal. Foi um pouco melhor em Miami, mas lá não é tão irregular. Isso facilita encontrar o acerto correto”, disse ele.
Questionado sobre o que espera encontrar em Mônaco, Verstappen respondeu em tom bem-humorado: “Ah, sim, isso vai ser ótimo. Acho que vou encomendar uma nova coluna!”, brincou, se referindo ao desconforto causado pelas características do carro em pistas mais onduladas.

O próprio piloto admitiu surpresa pelo fato de a Red Bull continuar enfrentando esse tipo de dificuldade: “Se soubéssemos exatamente o que está causando isso. Tenho algumas ideias, e é nisso que vamos trabalhar agora”. Essa declaração sugere que a equipe ainda busca identificar a origem exata do problema, para desenvolver uma solução definitiva.
Apesar das preocupações levantadas por Verstappen, o chefe da equipe, Laurent Mekies, demonstrou confiança de que a situação pode ser resolvida ainda nesta temporada. Segundo o dirigente, não há nada que indique que a correção precise ser adiada para o carro de 2027: “Não vemos nada que não possa ser corrigido em 2026”, afirmou.
Mekies destacou, porém, que o desafio não é simplesmente eliminar o problema, mas fazê-lo sem comprometer o desempenho geral do carro: “Provavelmente seria bastante fácil corrigir a questão e deixar o carro mais lento. O que queremos é resolver o problema e ganhar tempo de volta. É uma questão complexa”, concluiu. Mesmo assim, ele acredita que a Red Bull continuará evoluindo ao longo do campeonato e poderá colher os frutos desse trabalho em circuitos como Baku, Singapura e Las Vegas.
