F1: Verstappen descarta pressa por novo contrato com Red Bull

Max Verstappen deixou claro que a renovação de contrato com a Red Bull Racing não está entre suas prioridades no momento. O tetracampeão de Fórmula 1, afirmou que antes de pensar em um novo acordo, precisa decidir se deseja continuar competindo além de 2028.

Enquanto Charles Leclerc anunciou na quarta-feira (03) um novo vínculo com a Ferrari, o holandês garantiu que não tem pressa para discutir seu próximo contrato. Segundo ele, o foco atual está em outras questões mais urgentes dentro da equipe.

“Não assino um novo contrato há algum tempo”, afirmou Verstappen ao ser questionado sobre sua situação: “Essa não é minha maior preocupação no momento. Ainda tenho mais dois anos. Primeiro preciso decidir por mim mesmo se quero continuar além de 2028. Também não tenho pressa. Caso contrário, já teria assinado um contrato até 2040 há muito tempo”, brincou.

O piloto holandês destacou que sua atenção está voltada para a evolução do carro da Red Bull, que enfrentou dificuldades no início da atual temporada. Ele lembrou que a equipe deu um passo adiante em Miami e conquistou seu primeiro pódio do ano no Canadá com o P3, aproveitando o abandono de George Russell.

Apesar do resultado positivo em Montreal, Verstappen reconheceu que ainda existem limitações importantes no desempenho do carro. Segundo ele, a velocidade de reta segue sendo um dos pontos fracos do conjunto atual da equipe.

Max Verstappen (NLD) Red Bull Racing.
Foto: XPB Images

“Não houve nenhum problema específico. Acho que esse é simplesmente o limite que temos no momento. Estamos um pouco mais lentos nas retas. Em circuitos onde naturalmente se perde mais energia, isso se torna ainda mais difícil”, explicou o piloto da Red Bull.

O holandês também adotou um discurso cauteloso para o GP de Mônaco: “Ainda há muito trabalho a ser feito. Podemos falar o que quisermos, mas os fatos mostram que ainda somos lentos. Acho que isso continuará sendo o caso aqui também”, acrescentou.

Sobre as chances de ultrapassagem na corrida nas ruas de Monte Carlo, o tetracampeão não demonstrou muito otimismo. Ele lembrou que categorias como Fórmula 2, Fórmula 3 e Porsche Cup, também enfrentam dificuldades para realizar essas manobras no circuito: “No passado consegui algumas ultrapassagens porque os carros à frente eram dois ou três segundos mais lentos. Agora, isso é uma história completamente diferente. Quando há muitos carros ao redor, simplesmente não é possível ultrapassar”, completou.