F1: Verstappen desafia chefe do COTA a pilotar em pista ondulada

Max Verstappen voltou a criticar as ondulações do Circuito das Américas (COTA), e rebateu Bobby Epstein, responsável pelo circuito, após o dirigente minimizar os problemas do asfalto no GP dos Estados Unidos de Fórmula 1. O piloto da Red Bull Racing desafiou Epstein a experimentar as irregularidades ao volante de um carro da categoria, para entender os efeitos sobre os competidores.

A discussão envolve ondulações nas curvas 1, 4, 5 e 19, com impacto especialmente preocupante nas zonas de frenagem e nos trechos de alta velocidade. Verstappen também cobrou medidas mais profundas da FIA e da própria F1, argumentando que uma simples renovação do asfalto não resolveria o problema de forma duradoura.

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Comentando a posição de Epstein, que considerou adequada a condição da pista, com exceção da curva 1, o holandês fez um convite direto ao dirigente: “Eu o convido a pilotar meu carro”, afirmou Verstappen à imprensa.

“Vou vê-lo sair do carro em até cinco voltas, e ele nem sequer vai conseguir andar”, continuou o piloto holandês, que também apontou a gravidade das irregularidades no trecho entre as curvas 4 e 5, onde os carros passam em alta velocidade.

Verstappen reconheceu que as condições do solo no local representam um problema, mas questionou a preparação do circuito: “Entendo que o solo aqui é um problema, mas vocês deveriam ter analisado isso mais de perto antes”, disse ele.

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Max Verstappen (NLD) Red Bull Racing.
Foto: XPB Images

O tetracampeão também lembrou que os efeitos das ondulações não são uma preocupação isolada. Em 2025, segundo ele, a irregularidade da pista provocou uma compressão de 9G na coluna. Lando Norris da McLaren, por sua vez, relatou a necessidade de tomar comprimidos para dor de cabeça para lidar com os efeitos das condições do traçado.

Além das críticas à organização do circuito, Verstappen defendeu uma atuação mais rigorosa das entidades responsáveis pela categoria. Para ele, tanto a FIA quanto a F1 precisam participar da busca por uma solução definitiva.

“Você poderia simplesmente colocar asfalto novo, mas um ou dois anos depois, teria o mesmo problema novamente. É preciso investigar mais a fundo a questão”, acrescentou.

O piloto holandês concluiu que, se há conhecimento de movimentação no subsolo, a solução precisa incluir a remoção do terreno e a construção de uma nova base: “Entendo que tudo isso custa muito dinheiro, mas se você sabe que o subsolo está se deslocando, precisa escavar tudo e colocar uma nova fundação por baixo”, completou.