F1: Vasseur acredita em GP de Mônaco diferente em 2026

A Ferrari acredita que o GP de Mônaco deste próximo fim de semana, terá características muito diferentes das vistas em temporadas anteriores da Fórmula 1. Segundo o chefe da equipe, Fred Vasseur, a nova geração de carros deve alterar significativamente a experiência dos pilotos nas ruas do Principado.

Essa expectativa se deve às profundas mudanças introduzidas pelo regulamento de 2026. Os carros ficaram menores, mais leves e menos dependentes da carga aerodinâmica, fatores que prometem modificar o comportamento dos monopostos em um dos circuitos mais desafiadores do calendário.

Uma das alterações é a distância entre eixos, que foi reduzida em 200 mm, passando para 3.400 mm, enquanto a largura total caiu para 1.900 mm. Os pneus também ficaram mais estreitos, e o peso mínimo dos carros foi reduzido em 32 kg, chegando a 768 kg, tornando os modelos mais compactos e ágeis.

As mudanças não se limitam ao chassi. A filosofia aerodinâmica foi completamente reformulada, com a substituição dos túneis de efeito solo por assoalhos mais planos e difusores ampliados. Embora a nova aerodinâmica ativa faça parte do regulamento, ela não será utilizada na etapa em Monte Carlo.

Vasseur acredita que essas características terão impacto direto na forma como os pilotos vão encarar o circuito: “Mônaco é sempre um final de semana único, e este ano será particularmente interessante com a nova geração de carros, que para os pilotos, deve proporcionar uma sensação bastante diferente neste tipo de pista”, afirmou.

George Russell (GBR) Mercedes AMG F1 W16 at the start of the race.
Foto: XPB Images

O dirigente destacou ainda que a sessão de classificação continuará desempenhando papel decisivo: “É um circuito onde a sessão de classificação, a confiança e a execução são ainda mais importantes do que o habitual, e onde cada detalhe pode fazer a diferença”, acrescentou.

Mais um aspecto relevante, está na nova configuração das unidades de potência, que agora dividem de forma aproximada em 50/50 a entrega de energia entre o motor a combustão e o sistema elétrico. Em um traçado de baixa velocidade como Mônaco, onde a dirigibilidade e a aceleração nas saídas de curva são fundamentais, a gestão dessa energia passa a ser um desafio adicional para os competidores.

Vasseur também destacou a importância especial da prova para Charles Leclerc. O monegasco venceu sua corrida em casa pela primeira vez em 2024 e terminou em segundo lugar no ano seguinte: “Para Charles, é obviamente uma corrida muito especial diante de sua torcida. Sabemos quanta energia ele tira de correr nessa situação. Mas nossa abordagem não muda, pois precisamos manter o foco, construir o fim de semana sessão por sessão e garantir que ambos os pilotos tenham as melhores condições para extrair o máximo do carro”, completou.