A McLaren deixou o GP de Miami da Fórmula 1 com um duplo pódio e a sensação de evolução após sua primeira grande atualização do ano, mas os resultados seguintes em Montreal e Mônaco mostraram um cenário bem diferente.
No Canadá, a equipe errou na escolha estratégica ao largar com pneus intermediários de chuva, e Lando Norris acabou abandonando a corrida por um problema na caixa de câmbio. Já em Mônaco, outro abandono do campeão de 2025 marcou o fim de semana do time, desta vez causado por falha na unidade de potência.

O chefe da equipe, Andrea Stella, afirmou que os abandonos têm origens diferentes, mas apontam para um mesmo problema: a confiabilidade do motor Mercedes ainda não está no nível ideal. Ele também destacou que ser uma equipe cliente pode trazer limitações em comparação com equipes de fábrica:
“Nunca antes sentimos que ser uma equipe cliente nos colocou em desvantagem. E quando digo isso, quero ser claro para evitar qualquer mal-entendido: não é porque somos uma prioridade menor para a Mercedes HPP”, disse Stella ao Motorsport. “Você tem menos oportunidades de integrar, de permanecer no mesmo cronograma quando se trata de resolver problemas de confiabilidade ou de explorar desempenho da unidade de potência.”
Stella reforçou ainda que o relacionamento com a Mercedes HPP é positivo e que a equipe segue trabalhando em uma revisão interna dos processos. “Esse ótimo relacionamento nos permite revisar item por item, aprender com cada um e resolvê-lo tecnicamente”, explicou. “Há alguns [problemas], como o problema na caixa de câmbio do carro do Lando no Canadá, que são puramente do lado da McLaren.”
O CEO da Zak Brown já indicou que a equipe poderia, no futuro, considerar desenvolver sua própria unidade de potência, em modelo semelhante ao da Red Bull, desde que seja viável financeiramente.
