A Mercedes encerrou a sexta-feira (6) como a equipe mais rápida nas simulações de classificação e corrida do GP do Brasil de Fórmula 1, mas os dados apontam uma disputa extremamente equilibrada entre as quatro principais forças do grid. Apesar da liderança de Kimi Antonelli no TL2, a vantagem da equipe alemã sobre a Red Bull no ritmo de corrida é estimada em apenas 0s030 por volta.
A análise dos treinos livres em Interlagos mostra que Mercedes, Red Bull, McLaren e Ferrari estão separadas por somente um décimo nas simulações de corrida. Para a classificação, a vantagem da Mercedes é maior, mas ainda com margens pequenas: a Red Bull aparece 0s190 atrás, seguida pela Ferrari, a 0s300, e pela McLaren, a 0s330.
Antonelli, que conquistou seu primeiro título mundial no México, confirmou a boa fase ao liderar o TL2 com 1min10s763, depois de terminar o TL1 apenas 0s082 atrás de Lando Norris. A análise de desempenho indica que a Mercedes possui vantagem em todos os tipos de curva de Interlagos, especialmente nos trechos de baixa velocidade.
Mesmo assim, o italiano espera uma classificação disputada, principalmente diante da possibilidade de mudanças climáticas.

“A McLaren parece forte. A Red Bull também parece forte, e a Ferrari sempre consegue encontrar um pouco mais na classificação. Acho que estaremos todos muito próximos uns dos outros. Será uma classificação muito apertada”, avaliou Antonelli.
A Red Bull surge como a principal ameaça à Mercedes, especialmente nas simulações de corrida. A equipe ainda pretende realizar mudanças no carro de Max Verstappen, incluindo ajustes na direção, buscando explorar o potencial identificado durante os treinos.
“Acho que ainda há muito desempenho a ser encontrado e, obviamente, em termos de tempos de volta, continuamos bastante competitivos em relação aos demais”, afirmou Hannah Schmitz, chefe de estratégia de corrida da Red Bull.
A McLaren também apresentou números promissores. Com atualizações introduzidas neste fim de semana, a equipe aparece apenas 0s070 atrás da Mercedes em ritmo de corrida. Norris, que liderou o TL1 e terminou o TL2 em segundo, confirmou que as novidades trouxeram ganhos de desempenho, embora o carro continue exigente na pilotagem.

Na Ferrari, a situação é mais complicada. Apesar de aparecer a 0s100 da Mercedes nas simulações de corrida, Charles Leclerc demonstrou insatisfação com o comportamento do carro e antecipou mudanças importantes na configuração para sábado.
“O TL2 foi muito complicado, na verdade, uma das piores sensações que tive no carro neste ano. Temos muito trabalho pela frente e o carro não parecia estar funcionando corretamente, mas tenho algumas ideias. Acho que vamos mudar o carro de maneira bastante significativa e veremos como será”, declarou Leclerc.
No pelotão intermediário, a Alpine aparece como a quinta força nas simulações de classificação, com uma desvantagem de 0s830 para a Mercedes. A Audi vem logo atrás, a 0s920, apesar dos problemas que limitaram a participação de Nico Hülkenberg e Freddie Slater na sexta-feira.
Já nas simulações de corrida, a Racing Bulls assume a liderança desse grupo, com uma diferença de 0s660 para a referência, seguida por Alpine e Audi. A Haas aparece em oitavo nas duas análises, enquanto Aston Martin, Williams e Cadillac ocupam as últimas posições.

Os dados reforçam que a Mercedes começa o sábado como favorita à pole-position, mas a disputa pela vitória permanece aberta. Com diferenças tão pequenas entre as quatro primeiras equipes, eventuais mudanças nas condições da pista e nos ajustes dos carros poderão alterar a ordem de forças observada na sexta-feira.
O F1MANIA.NET acompanha o GP do Brasil diretamente de Interlagos, com Victor D. Berto e Nathalia de Vivo registrando os acontecimentos na pista, a movimentação das equipes e os bastidores da Fórmula 1.
