F1: Sainz revela susto ao andar com o pai em carro do Dakar

Carlos Sainz revelou que uma das experiências mais assustadoras que já viveu dentro de um carro aconteceu ao lado do próprio pai, o bicampeão mundial de rali e tetracampeão do Dakar, Carlos Sainz Sr. Mesmo acostumado às velocidades da Fórmula 1, o piloto da Williams admitiu ter ficado impressionado após acompanhar um teste com um veículo preparado para a competição de longa distância.

O espanhol contou a história durante uma entrevista ao podcast Pelas Pistas, realizada pela Estrella Galicia 0,0. A experiência durou apenas 10 a 15 minutos, mas foi suficiente para que Sainz compreendesse melhor as exigências enfrentadas pelo pai em provas disputadas durante horas sobre terrenos desconhecidos.

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“Saí do carro suando, extremamente estressado. Diria até assustado. Foi uma das primeiras vezes que alguém me assustou dentro de um carro”, contou o piloto.

Segundo Sainz, o que mais chamou sua atenção foi a combinação entre a velocidade e a capacidade do veículo de superar as irregularidades do terreno. Impressionado, ele questionou o pai sobre como conseguia manter aquele ritmo, recebendo uma resposta bem-humorada.

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Foto: XPB Images

“Ele me disse: ‘Você consegue imaginar como eu era louco quando tinha 20 anos? Se faço isso aos 64, imagine o que fazia aos 20’”, relembrou.

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Apesar da trajetória vitoriosa do pai no rali, Sainz explicou que sua preferência pela Fórmula 1 surgiu ainda na infância. O espanhol acompanhava pela televisão as disputas envolvendo Michael Schumacher, Fernando Alonso e Kimi Räikkönen, chegando a acordar o pai durante a madrugada para assistir às corridas.

A decisão de seguir carreira nos monopostos ganhou força depois de uma visita ao GP de Barcelona, em 2006.

“Voltei daquele fim de semana dizendo ao meu pai que queria ser piloto de Fórmula 1. Foi quando comecei no kart”, afirmou.

Sainz chegou a experimentar carros de rali durante a adolescência e reconheceu que tinha facilidade para a modalidade. Entretanto, já estava determinado a construir sua trajetória na Fórmula 1, embora os ensinamentos do pai continuassem influenciando sua preparação.

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Foto: XPB Images

“Meu pai me ensinou que a receita para o sucesso era prestar atenção aos detalhes, trabalhar mais do que qualquer outra pessoa e controlar aquilo que está ao seu alcance”, destacou.

Essa atenção aos detalhes também aparece na maneira como o espanhol trabalha com os engenheiros. Atualmente na Williams, depois de passagens por Toro Rosso, Renault, McLaren e Ferrari, Sainz explicou que procura identificar os problemas do carro por meio dos dados, deixando a definição das soluções para os profissionais responsáveis pelo desenvolvimento.

“Consigo apontar nos dados o que estou sentindo e dizer o que está me incomodando. Depois, peço aos engenheiros que apresentem opções para melhorar aquilo. Eu participo e dou uma direção, mas não fico obcecado com qual pode ser a solução”, explicou.

O piloto também abordou as diferenças culturais entre as equipes pelas quais passou, destacando especialmente a intensidade do ambiente na Ferrari.

“Na Ferrari, é mais uma paixão do que um trabalho. Você percebe que existe uma responsabilidade muito grande com Maranello, com as famílias e com a Itália”, afirmou.

A entrevista ainda revelou uma ligação familiar com a Estrella Galicia 0,0, patrocinadora de Sainz desde 2013 e cerveja oficial da Williams. O espanhol descobriu que seu avô participou da construção de uma das primeiras instalações industriais da empresa em A Coruña, o que motivou uma visita à fábrica reunindo três gerações da família.