Carlos Sainz afirmou que a temporada 2026 da Williams ficou muito abaixo das expectativas e classificou o desempenho da equipe como um “ano de fortalecimento de caráter” e um “abrir de olhos”. A declaração foi dada antes do GP da Hungria, etapa realizada no domingo (26), antes do recesso de verão da Fórmula 1.
Questionado se esperava chegar à pausa com apenas seis pontos, o espanhol foi sincero: “Não, não estava nos meus planos nem nas minhas expectativas”, disse. “Acho que fui muito aberto e muito claro sobre o fato de que, em 2025, superamos as expectativas e, na verdade, os resultados foram melhores do que eu esperava quando assinei meu contrato com a Williams em 2024. O carro de 2025 era um carro muito bom, um carro que às vezes estava apenas três ou quatro décimos da pole position, um carro no qual dava para sentir que o equilíbrio era bom.”

O cenário mudou completamente em 2026. Depois de encerrar a temporada passada em quinto lugar no Mundial de Construtores, com 137 pontos e dois pódios de Sainz, a Williams decidiu antecipar o foco no novo regulamento técnico. A estratégia, porém, não deu resultado.
O FW48 estreou acima do peso e com falta de downforce após problemas nos testes de impacto durante o desenvolvimento. Como consequência, a equipe soma apenas 11 pontos após 11 etapas — seis com Sainz e cinco com Alexamder Albon. No mesmo período de 2025, eram 55. Sainz admitiu que esperava ao menos manter o nível de competitividade do ano anterior:
“Obviamente, indo para 2026, eu esperava, na melhor das hipóteses, que com mais tempo para desenvolver o carro de 2026 e um novo conjunto de regulamentos, pudéssemos potencialmente ou permanecer onde estávamos ou dar um pequeno passo à frente”, acrescentou. “No entanto, o tempo me mostrou que foi obviamente o oposto, ou o caminho inverso, e que, como equipe, estamos mais distantes do topo do que pensávamos estar no final de 2025.
“Definitivamente, tem sido um ano de fortalecimento de caráter para toda a equipe, um pouco de um abrir de olhos em termos de quanto trabalho ainda há a fazer se quisermos sequer considerar lutar com uma equipe de ponta no futuro.”
“Muitas coisas foram aprendidas, muitas coisas percebemos e, infelizmente, tem sido um ano ruim até agora”, continuou Sainz. “Precisamos concluir e entender por quê e o que aconteceu. Acho que já temos uma compreensão bastante boa agora. A capacidade de reverter isso existe, mas obviamente na Fórmula 1 isso leva tempo. Leva tempo, esforço, dinheiro do teto de gastos e muita análise, e é exatamente onde estamos agora.”
Uma atualização importante está prevista para o GP do Azerbaijão, no fim de setembro, embora James Vowles já tenha afirmado que ela não será suficiente para transformar o desempenho do carro. O foco da equipe segue voltado para a recuperação em 2027.
