A atual boa fase de Lewis Hamilton com a Ferrari na Fórmula 1, pode ter tido influência direta no acidente de Charles Leclerc durante o Q3 em Barcelona, pelo menos segundo Nico Rosberg. O ex-piloto da categoria acredita que o desempenho crescente do heptacampeão, está aumentando a pressão sobre seu companheiro de equipe.
Essa análise surgiu após uma sessão de classificação de contrastes para os dois pilotos da Ferrari na Espanha. Enquanto Hamilton conquistou o P2 na primeira fila do grid, Leclerc bateu forte na curva 4 em sua primeira volta rápida do Q3 e ficou apenas com a décima posição para a largada.
Rosberg destacou que Hamilton atravessa um momento especialmente positivo após um período difícil de adaptação: “Tem sido uma sequência incrível de resultados para Lewis e é muito bom ver isso, porque, como ele mesmo disse, este foi um dos períodos mais difíceis da vida dele no automobilismo. Ele teve muitas dificuldades, especialmente no ano passado com a Ferrari”, afirmou à Sky Sports F1.
Para o campeão de 2016, o britânico voltou a apresentar seu melhor desempenho e isso tem criado um cenário desafiador dentro da equipe: “Agora tudo está voltando para ele. Ele está dominando seu companheiro de equipe e colocando pressão sobre ele”, acrescentou.
Questionado se essa pressão teve relação com a batida de Leclerc, Rosberg respondeu afirmativamente: “Lewis deixou claro que estava freando muito tarde naquela curva. Charles estava tentando chegar lá, freando cada vez mais tarde e entrando mais fundo. Tentando fazer o que Lewis estava fazendo, ele exagerou, saiu da pista e sofreu uma grande batida”, disse ele.

O alemão também apontou uma possível razão para a evolução recente de Hamilton. Segundo ele, a troca para os freios da Carbon Industrie, os mesmos que utilizava na Mercedes, ajudou o piloto a recuperar a confiança: “Agora ele voltou para algo que conhece e de que gosta”, acrescentou.
Rosberg ainda disse que a volta de classificação de Hamilton, foi uma das mais impressionantes de sua carreira: “Comparado a George Russell, Lewis foi de longe quem freou mais tarde. Foi incrível o quanto conseguiu retardar as frenagens, e foi aí que encontrou seu tempo de volta. Para mim, aquela foi uma das voltas mais especiais de toda a carreira dele. Durante boa parte do final de semana ele não esteve na frente, mas quando realmente importou, encontrou a mágica de sempre. Foi espetacular assistir”, concluiu o ex-piloto, antes do GP de Barcelona realizado neste domingo e vencido justamente por Hamilton.
