F1: Reunião importante sobre futuro da categoria será realizada em Spa

O final de semana do GP da Bélgica de Fórmula 1 em Spa-Francorchamps, não terá apenas muita ação na pista com o formato sprint. As agendas das equipes também estão cheias na sexta-feira. Em 28 de julho, a Comissão da Fórmula 1 se reunirá para discutir o futuro da categoria. Quatro tópicos importantes estão agendados, com possíveis mudanças significativas para os próximos anos.

Os temas mais importantes estão relacionados aos aquecedores de pneus, potência dos motores, caixas de câmbio e um possível aumento no teto de gastos. Todas as equipes, fornecedores de motores, a direção da Fórmula 1 e a FIA, estarão presentes na reunião. Eles discutirão esses problemas entre si e depois votarão por uma possível mudança nas regulamentações.

Essa reunião decidirá se adia ou não a proibição dos aquecedores de pneus por pelo menos um ano. Para isso, são necessárias no mínimo cinco equipes para concordar em manter os regulamentos atuais de pneus.

O resultado da votação também é importante para a fornecedora de pneus da F1. Se a proibição dos aquecedores de pneus for adiada por até um ano, a Pirelli terá melhores chances de continuar fornecendo pneus. Com um adiamento sem data exata, a Bridgestone ficaria totalmente envolvida na disputa para fornecer pneus para a categoria, segundo o Auto, Motor und Sport.

Além disso, a FIA vai examinar a potência dos motores. A Alpine apresentou uma proposta para poder encontrar potência adicional em prol de igualdade de oportunidades. Para isso, eles gostariam de ver uma regulamentação revisada nas normas. Atualmente, há um congelamento no desenvolvimento dos motores, mas sob o pretexto de ‘confiabilidade’, alguns fabricantes de motores aumentaram dezenas de cavalos de potência ao longo do último ano. A Renault quer fazer algo a respeito disso.

Também, algumas equipes querem votar sobre as regulamentações em relação às caixas de câmbio. Trocar de fornecedor de transmissão é praticamente impossível sem fazer grandes mudanças no carro. Como resultado, a FIA introduziu um sistema padrão para facilitar a troca. As equipes maiores estão relutantes em olhar para essa possibilidade, afinal, eles fornecem muitas caixas de câmbio para as equipes clientes e, portanto, vêem seu poder potencialmente diminuído.

Por fim, o teto de gastos é um importante tópico na agenda. As equipes menores, em particular, poderiam utilizar investimentos extras para se equiparar às equipes de ponta, mas o teto de orçamento limita essa possibilidade. Duas opções estão na mesa: aumentar o teto em US$ 50 milhões ou US$ 80 milhões. Isso envolveria apenas investimentos em instalações, já que as equipes de ponta ainda têm uma grande vantagem nessa área.



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