A Red Bull Racing viveu um domingo de emoções opostas no GP de Mônaco de Fórmula 1. Enquanto Isack Hadjar conquistou um pódio em P3 após superar diversos problemas técnicos durante a corrida, Max Verstappen abandonou logo na largada devido a uma falha no motor.
O resultado garantiu à equipe um lugar entre os três primeiros colocados, mas também deixou um sentimento de oportunidade perdida. Verstappen demonstrava forte desempenho ao longo do final de semana, o que aumentou a frustração com o abandono precoce.
Hadjar destacou a dimensão do desafio enfrentado para chegar ao terceiro lugar. O piloto lembrou que o fim de semana começou de forma complicada ainda no TL1, mas terminou com uma presença no pódio após uma corrida marcada por dificuldades constantes.
“Foi um resultado e um final de semana excepcionais, considerando como tudo começou no TL1. A corrida foi difícil e precisei buscar muito dentro de mim. Fizemos uma largada limpa e estávamos administrando nossa corrida, mas entre as primeiras dez e quinze voltas comecei a ter grandes problemas de dirigibilidade”, afirmou.
Segundo o francês, os contratempos tornaram a prova especialmente complicada em um circuito como Mônaco: “Se existe uma pista onde você não quer isso, é aqui. Foi incrivelmente difícil completar a corrida dessa forma. Mesmo perto do final eu ainda estava com falta de potência na relargada. Foi realmente a corrida mais longa da minha vida”, disse ele.
Hadjar também comentou a investigação dos comissários após a corrida, mas deixou claro que já considera especial o momento vivido: “O que acontecer com os comissários agora está completamente fora do meu controle. Eu comemorei e tive meu pódio, e isso sempre ficará comigo. Estou orgulhoso da equipe”, acrescentou, antes de saber que nenhuma penalidade foi aplicada sobre ele pelos comissários da FIA.

No outro lado da garagem, Verstappen viu sua corrida terminar antes mesmo de ganhar ritmo. O piloto holandês relatou que percebeu sinais de problema ainda na volta de formação e que a situação piorou no momento da largada: “Não sabemos exatamente o que aconteceu, mas acreditamos que foi um problema no motor. Já na volta de formação senti que algo estava errado. Quando larguei, o motor simplesmente apagou e fiquei sem potência. Foi uma pena, porque tudo estava indo muito bem até aquele momento”, concluiu.
O chefe da equipe, Laurent Mekies, resumiu o dia como uma mistura de satisfação e decepção: “São emoções mistas. Isack e a equipe fizeram um grande trabalho para chegar ao pódio apesar dos problemas técnicos, mas perdemos o carro de Max imediatamente na largada por uma falha no motor. Ainda assim, a principal lição que levamos de Mônaco é que o desempenho fundamental do carro continua melhorando”, completou.
