Isack Hadjar precisou superar uma série de dificuldades para conquistar seu primeiro pódio pela Red Bull Racing na Fórmula 1, no GP de Mônaco no último final de semana. Além de um acidente logo no início do final de semana, o francês enfrentou problemas na unidade de potência ao longo da corrida, mas ainda assim conseguiu terminar em terceiro lugar.
O resultado ganhou ainda mais destaque, após a equipe revelar que o piloto correu grande parte da prova com perda de desempenho do motor. Mesmo diante das limitações, Hadjar conseguiu levar o carro até a bandeirada e garantir seu segundo pódio na categoria e o primeiro com a Red Bull.
A trajetória do piloto de 21 anos em Monte Carlo começou de forma complicada. Um acidente no TL1 colocou pressão extra sobre a equipe, que precisou trabalhar intensamente para recuperar o carro a tempo das atividades seguintes do final de semana.
O chefe da equipe, Laurent Mekies, elogiou o esforço conjunto realizado após o acidente: “O final de semana de Isack não foi nada simples. Ele teve um grande contratempo no TL1 quando bateu o carro. A equipe fez um trabalho fantástico para reconstruí-lo e permitir que ele participasse do TL2”, afirmou.

Segundo Mekies, a recuperação não aconteceu imediatamente. O dirigente destacou que Hadjar precisou reconstruir sua confiança gradualmente antes de alcançar um desempenho expressivo na sessão de classificação: “Ele respondeu da melhor forma possível, conseguindo se reorganizar mentalmente e recuperar a confiança. Isso não aconteceu imediatamente no TL2, mas evoluiu durante o TL3 até resultar em uma sessão de classificação muito forte”, disse ele.
Hadjar garantiu a quinta posição no grid de largada, mas os desafios continuaram durante a corrida. De acordo com o chefe da Red Bull, problemas relacionados à unidade de potência surgiram ainda nas voltas iniciais e afetaram diversos aspectos do desempenho do carro.
“Durante a corrida também não foi um percurso sem problemas. Tivemos várias questões no carro. Desde muito cedo, perdemos uma quantidade significativa de potência do motor, o que teve consequências importantes para o gerenciamento de energia e outros sistemas”, acrescentou Mekies.
O dirigente revelou ainda, que a situação ficou mais grave após uma escapada de Hadjar na chicane. Mesmo assim, o francês conseguiu resistir até o fim da prova: “Ele passou por um momento muito difícil. Os problemas aumentaram bastante depois que ele atravessou a área de escape da chicane. Ainda assim, conseguiu sobreviver a tudo isso e terminar em terceiro lugar”, concluiu o chefe da Red Bull Racing.
