Kimi Raikkonen acredita que a Ferrari finalmente começa a mostrar sinais de evolução na Fórmula 1, depois de vários anos de frustrações. O ex-piloto e campeão na F1 em 2007, afirmou enxergar motivos para otimismo no desempenho recente da equipe italiana, mesmo com a Mercedes ainda aparecendo como principal referência no grid em 2026.
A avaliação do finlandês ganha peso, pelo longo período sem títulos vivido pela Ferrari. A equipe de Maranello não conquista o campeonato de pilotos desde justamente a campanha de Raikkonen em 2007, enquanto o último título de construtores veio em 2008.
Raikkonen entrou definitivamente para a história da Ferrari ao conquistar o campeonato mundial de 2007, em uma decisão emocionante no Brasil, beneficiado pelo desfecho dramático envolvendo Lewis Hamilton na corrida final daquela temporada. Desde então, diversos pilotos passaram pela equipe italiana sem conseguir repetir o mesmo sucesso.
O finlandês teve duas passagens pela Ferrari na Fórmula 1. A primeira aconteceu entre 2007 e 2009, antes de deixar temporariamente a categoria para competir no Rally. Depois, retornou à equipe entre 2014 e 2018, em uma fase menos vitoriosa, embora tenha conseguido uma vitória marcante em Austin, em 2018, antes de seguir para a Alfa Romeo na reta final da carreira.

Após a saída de Raikkonen, nomes importantes assumiram o desafio de recolocar a Ferrari no topo da Fórmula 1, entre eles Sebastian Vettel, Charles Leclerc e mais recentemente Lewis Hamilton. Apesar disso, a equipe ainda não conseguiu transformar o potencial em títulos.
Mesmo assim, o ex-piloto acredita que a situação atual da Ferrari é mais promissora do que em temporadas anteriores. Em 2024, a equipe disputou o campeonato de construtores até a etapa final em Abu Dhabi, acabando derrotada pela McLaren apenas na última corrida do ano.
Em entrevista ao Quotidiano Nazionale, Raikkonen afirmou que esperava ver a Ferrari encontrar rapidamente um novo campeão, após sua saída da equipe no fim de 2018. Apesar da longa espera, o campeão de 2007 afirmou perceber uma evolução positiva na estrutura italiana: “Quando deixei a equipe no final de 2018, esperava que encontrassem rapidamente meu sucessor na lista de campeões. Isso ainda não aconteceu, mas à distância consigo ver sinais encorajadores agora”, finalizou o ex-piloto.
