A Racing Bulls encerrou a sexta-feira em Interlagos reconhecendo que ficou abaixo do nível esperado, mas viu sinais de evolução entre o TL1 e o TL2. A equipe agora trabalha em novos ajustes para tentar melhorar o carro antes da sessão de classificação, com a previsão de chuva adicionando mais uma variável ao final de semana do GP do Brasil de Fórmula 1.
O chefe da equipe, Alan Permane, afirmou que a Racing Bulls ainda não encontrou o acerto ideal, embora as mudanças realizadas entre as duas sessões tenham deixado os pilotos mais satisfeitos: “Não foi nossa sexta-feira mais forte aqui no Brasil. Ainda não conseguimos entender completamente o carro, mas fizemos melhorias entre o TL1 e o TL2”, afirmou.
Segundo Permane, a Racing Bulls está ligeiramente fora da posição em que normalmente se encontra às sextas-feiras, mas busca no simulador soluções para encontrar mais desempenho: “Estamos trabalhando com ideias no simulador para encontrar um ou dois décimos, e focados em garantir o melhor acerto possível do carro diante da previsão do tempo para amanhã”.
O dirigente também demonstrou confiança caso a chuva realmente tenha impacto na programação: “Sabemos que o carro funciona bem no molhado, então estamos otimistas pensando na sessão de classificação de amanhã”, disse ele.
Liam Lawson foi décimo no TL1 e terminou o TL2 em 13º. O piloto destacou que as alterações feitas no carro representaram um passo adiante, mas acredita que ainda há trabalho pela frente: “Vamos passar esta noite revisando tudo e descobrindo o que precisamos fazer para colocar o carro na melhor janela possível para amanhã”, comentou.
Para Lawson, a disputa no pelotão intermediário promete ser especialmente apertada: “O meio do grid está extremamente próximo no momento. Será importante juntar tudo, principalmente com o clima sendo tão imprevisível”, acrescentou.

Arvid Lindblad, 14º no TL1 e 12º no TL2, também sentiu uma melhora significativa após as mudanças feitas pela equipe. Em sua primeira experiência pilotando em Interlagos, o piloto precisou inicialmente se adaptar ao traçado.
“No TL1, ainda precisava me familiarizar com o circuito e ganhar velocidade. Também identificamos algumas áreas do carro que precisavam melhorar. Fizemos algumas mudanças antes do TL2, e me senti muito mais confortável e confiante ao volante, então isso é definitivamente positivo. O meio do grid também está muito próximo, mas acredito que ainda há espaço para darmos um passo à frente”, completou.
