A Fórmula 1 voltou a enfrentar críticas sobre o regulamento de 2026, após a sessão de classificação em Spa-Francorchamps. Carlos Sainz e Lewis Hamilton afirmaram que os novos carros comprometeram a experiência dos pilotos no tradicional circuito belga.
Essas reclamações ganharam força por causa do chamado ‘super clipping’, problema relacionado ao gerenciamento da energia da bateria, que voltou a ser evidente em uma pista marcada por longas retas. Em alguns casos, os pilotos precisaram reduzir marchas em plena reta para preservar energia ao longo da volta.
Apesar das mudanças promovidas pela categoria depois das críticas registradas no início da temporada, o traçado de Spa expôs limitações que já eram esperadas. O circuito, um dos mais desafiadores do calendário, evidenciou dificuldades estruturais do pacote técnico introduzido para 2026.
Depois da sessão de classificação, Sainz afirmou que a volta rápida em Spa perdeu parte de seu apelo com os novos carros: “Acho que ninguém está aproveitando uma volta de classificação tanto quanto aproveitávamos no ano passado. Está claro que perdemos bastante com esses carros em Spa”, afirmou.
O piloto espanhol evitou ampliar as críticas à categoria, mas reconheceu que o regulamento ainda precisa evoluir: “Não quero continuar diminuindo o meu próprio esporte, porque isso não vai ajudar. Todos sabemos que isso não é bom o suficiente, precisa mudar e vai evoluir”, disse ele.

Sainz também questionou como as simulações realizadas nos anos anteriores, levaram à aprovação das regras atuais: “Espero que no próximo ano haja um passo à frente e outro no ano seguinte. Quem viu essas simulações em 2022 e 2023 e disse que poderíamos aceitar isso? Isso nunca deveria ter acontecido. Mas agora estamos aqui, temos corridas emocionantes e a categoria está crescendo, então é hora de seguir em frente”, acrescentou.
Hamilton foi outro a demonstrar insatisfação ao ser questionado se os problemas enfrentados em Spa, eram compatíveis com as projeções feitas antes da introdução do regulamento. O heptacampeão indicou que a situação já era conhecida internamente.
“Tenho quase certeza de que sim. Nós vimos isso imediatamente. Não sei quem tomou a decisão, mas quem quer que tenha sido, ainda está no cargo”, concluiu o britânico, reforçando o descontentamento dos pilotos com um regulamento que segue gerando muitos debates na Fórmula 1.
