F1: Pilotos comentam problema no asfalto de Mônaco e Piastri dispara: “Inaceitável”

Mais do que a quinta vitória de Kimi Antonelli em 2026 ou o pódio de Isack Hadjar, o asfalto foi um dos maiores pontos que chamaram atenção no GP de Mônaco da Fórmula 1. Com um problema na curva 19 que obrigou a direção de prova paralisar a corrida por cerca de 30 minutos, os pilotos comentaram sobre o ocorrido.

Na volta de 78 previstas em Monte Carlo, Lance Stroll escapou na Antony Noghes e provocou ali um safety-car. Após cinco giros, na relargada, foi a vez de Charles Leclerc bater no mesmo ponto acionando mais um carro de segurança e minutos depois, uma bandeira vermelha.

O que parecia ser por conta do acidente em um primeiro momento, se mostrou um problema mais complexo depois: o asfalto estava se desprendendo naquele ponto. Algum tempo se passou até os comissários recomeçarem a prova com sete voltas para a quadriculada.

Após a prova, Nico Hülkenberg foi um dos pilotos que comentou sobre toda a situação e revelou que todos já estavam sabendo sobre o caso ainda no Desfile de Pilotos. “Já dava para ver antes da corrida, durante o desfile dos pilotos, que havia partes do asfalto faltando e que ele estava se deteriorando. Foi bem desagradável. Acho que pegou alguns pilotos de surpresa, obviamente, e não foi nada ideal”, explicou.

F1: Pilotos comentam problema no asfalto de Mônaco e Piastri dispara: "Inaceitável"
Foto: F1TV

Quem não aceitou bem todo o ocorrido foi Oscar Piastri, que disparou contra a degradação do asfalto. “A pista ainda estava inaceitável [para relargada]. Acho que todo mundo foi fechando a trajetória cada vez mais [após a relargada], porque, como vocês viram com Charles e Lance, se você passasse por cima daquilo, ou principalmente se colocasse o carro um pouco além daquela área, era como andar sobre gelo. Então, sim, esse tipo de situação simplesmente não deveria acontecer”, falou.

Fernando Alonso foi outro nome também questionado sobre a situação, mas manteve os ânimos menos exaltados sem apontar dedos. “No começo, achei que fossem apenas pedaços de borracha acumulados fora da trajetória. Eu via aquelas manchas pretas, aqueles detritos de borracha ou o que quer que fossem, na parte externa da pista, então tentávamos sempre manter uma linha mais por dentro”, disse.

“Mas, em determinado momento, aquilo estava espalhado por toda parte. Então, sinceramente, não foi nenhuma surpresa ver os acidentes acontecerem”, encerrou.