Oscar Piastri recebeu uma homenagem bastante incomum fora das pistas da Fórmula 1. Pesquisadores batizaram um fóssil de vespa com o nome do piloto da McLaren, ligando o australiano a um inseto que viveu há cerca de 100 milhões de anos.
Esse fóssil, chamado de Gwesped piastrii, foi descoberto em âmbar na região de Noije Bum Hill, no vale de Hukawng, no estado de Kachin, em Myanmar. A peça preservou o inseto do período Cretáceo médio, tornando a descoberta significativamente mais antiga do que dinossauros famosos como o T-Rex.
De acordo com os pesquisadores responsáveis pelo estudo, a homenagem ao piloto da McLaren foi motivada por seus resultados na Fórmula 1 e também pela aparência do âmbar encontrado. Segundo os cientistas, a coloração do material lembra o tradicional tom laranja utilizado pela equipe britânica.

O inseto fossilizado mede apenas 1,15 milímetro de comprimento. Mesmo pequeno, o exemplar chamou atenção pela excelente preservação dentro do âmbar, permitindo aos especialistas identificar características suficientes para classificá-lo como uma nova espécie.
Foi destacado pelos cientistas também, que o fóssil tem aproximadamente 30 milhões de anos a mais do que o T-Rex. O famoso dinossauro viveu cerca de 68 milhões de anos atrás, enquanto a vespa descoberta pertence a um período estimado em torno de 100 milhões de anos.
O trabalho foi conduzido por três pesquisadores de diferentes instituições ao redor do mundo. Participaram do estudo Corentin Jouault, da Universidade de Oxford, Di-Ying Huang, do Instituto de Geologia e Paleontologia de Nanjing, na China, além do brasileiro Celso O. Azevedo, ligado à Universidade Federal do Espírito Santo.
