F1: Piastri admite dificuldade com nova geração de motores

Oscar Piastri revelou uma das principais dificuldades enfrentadas pelos pilotos na temporada 2026 da Fórmula 1. O australiano afirmou que precisaria de ‘meia hora’ para explicar completamente os desafios impostos pelas atuais unidades de potência, classificando a situação como frustrante.

Dez etapas após a introdução dos novos motores, as equipes ainda tentam compreender todas as nuances do regulamento técnico. A categoria eliminou o MGU-H e alterou a distribuição de potência entre o motor a combustão e a bateria, que passou de 80/20 em 2025 para um equilíbrio de 50/50 este ano.

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As mudanças têm sido particularmente perceptíveis em circuitos de alta velocidade, com longas retas e curvas rápidas. Nesses traçados, os pilotos enfrentam dificuldades para recuperar energia, enquanto fabricantes e equipes continuam desenvolvendo soluções para uma regulamentação ainda distante do nível de maturidade alcançado pela geração anterior de motores híbridos.

Outro aspecto em evidência em 2026 envolve os algoritmos responsáveis pelo gerenciamento da unidade de potência. Segundo as explicações apresentadas, o sistema aprende o comportamento do circuito conforme o carro completa voltas, mas situações como sobresterço ou a necessidade de reduzir o ritmo por bandeiras azuis podem interferir nesse processo.

Ao comentar o tema, Piastri destacou as diferenças em relação aos motores utilizados desde sua estreia na categoria, em 2023: “Para dar a resposta completa, eu provavelmente precisaria de meia hora. Mesmo com as unidades híbridas anteriores, havia um grande componente de aprendizado, programação, e em certa medida, inteligência artificial”, afirmou.

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Oscar Piastri (AUS) McLaren F1 Team.
Foto: XPB Images

O piloto da McLaren ressaltou que os motores usados até 2025, estavam em um estágio muito mais avançado de desenvolvimento: “Quando cheguei à Fórmula 1, esses motores eram incrivelmente maduros, mas a penalidade por algo estar ligeiramente errado era significativamente menor, porque representava uma pequena porcentagem da potência total disponível”, disse ele.

Piastri acrescentou que, em 2026, qualquer pequena variação tem um impacto muito maior no desempenho: “Este ano, isso representa basicamente metade da potência do carro, então qualquer pequena diferença ou algo que não funcione exatamente como deveria tem um enorme impacto, especialmente em uma pista como Spa”, acrescentou.

Por fim, o australiano admitiu que os pilotos têm pouca influência sobre a utilização da energia durante uma volta: “Não temos controle sobre onde a entrega de potência acontece, de modo geral. Você pode apertar o botão de ultrapassagem, mas ele é mais utilizado para disputar posição do que na sessão de classificação. Como eu disse em Spa, quando existem diferenças sobre as quais você não tem controle, isso pode ser frustrante. Tenho certeza de que isso vai melhorar, mesmo que nunca desapareça completamente”, completou.