O final de semana do GP da Hungria de Fórmula 1, pode marcar um ponto de virada para a Aston Martin na atual temporada. A equipe prepara a aguardada versão 2.0 do AMR26, mas admite que ainda trava uma corrida contra o relógio para ter todas as peças disponíveis em Budapeste.
Após uma primeira metade de temporada marcada por problemas de confiabilidade e falta de desempenho, o time de Silverstone deposita grandes expectativas no novo pacote técnico. A atualização chega em um momento importante, já que a equipe tem frequentado as últimas posições do grid e enfrentado dificuldades até para se manter distante da regra dos 107% nas sessões de classificação.
Segundo Mike Krack, chefe de operações de pista da Aston Martin, a principal preocupação está na capacidade de produzir todos os componentes a tempo para equipar os dois carros. O dirigente reconheceu que a situação ainda está em aberto.
“Essa é a pergunta de um milhão de dólares. Todos estão trabalhando ao máximo para conseguir as peças e deixar os carros prontos. É um grande desafio quando você decide seguir esse caminho, porque sempre tenta empurrar os prazos o máximo possível”, afirmou Krack.
O dirigente destacou o esforço realizado nas instalações da equipe, para viabilizar a estreia do novo carro no circuito Hungaroring. Apesar das incertezas, ele demonstrou confiança de que a Aston Martin terá seus dois monopostos prontos para a atividade na pista: “Sou uma pessoa otimista, então acredito que teremos dois carros prontos para correr. Agora, honestamente, não acho que teremos cinco peças reservas de cada componente”, disse ele.

Krack também explicou, que a equipe vem trabalhando em cenários alternativos para evitar que a ausência de um único item comprometa a introdução do pacote. Segundo ele, diferentes planos foram preparados para lidar com possíveis atrasos na fabricação.
“Você sempre precisa criar cenários para o caso de ter uma peça e não ter outra. Não pode ficar dependente de um único componente e depois não conseguir colocar o carro na pista. Existem planos do tipo: ‘E se não tivermos isso?’ ou ‘Podemos correr dessa forma?’,” acrescentou.
Embora reconheça que não haverá reposição completa para todos os itens, Krack elogiou o trabalho interno para minimizar riscos: “Acho que todos fizeram um bom trabalho ao criar medidas de contingência e também planos alternativos caso um ou dois componentes não fiquem prontos”, completou.
Além do pacote aerodinâmico previsto para Budapeste, a Aston Martin também espera introduzir uma atualização em sua unidade de potência Honda, auxiliada pelo sistema ADUO, na etapa seguinte, o GP da Holanda, que será realizado depois das férias de agosto. A expectativa é que essas mudanças ajudem a equipe a iniciar a segunda metade da temporada de forma mais competitiva.
