O GP da Itália, em Monza, promete ser uma das etapas mais importantes da temporada 2026 da Fórmula 1. A corrida, que acontece em setembro, pode marcar a chegada de atualizações nos motores de Mercedes e Ferrari, com potencial para alterar a disputa pelo campeonato.
Líder do Mundial de pilotos com Kimi Antonelli, a Mercedes vive um bom momento, mas enfrenta problemas de confiabilidade. A equipe já registrou três baterias danificadas, uma quebra de motor e problemas no gerenciamento de energia ao longo do ano. Antonelli e George Russell também já atingiram o limite de quatro unidades de potência permitidas na temporada. Caso seja necessária uma nova troca, os pilotos terão uma punição de 20 posições no grid.
Por isso, a equipe alemã estuda levar uma evolução do motor M17 E Performance, com melhorias na combustão, novo turbo e combustível atualizado da Petronas. A expectativa é que Antonelli seja o responsável por utilizar a novidade.

A Ferrari também prepara mudanças para a etapa italiana. A nova unidade de potência 067/6, em fase final de testes em Maranello, terá alterações na câmara de combustão e no turbo para reduzir a diferença de desempenho nas retas em relação à Mercedes.
Além do motor, o time de Maranello deve levar para Monza uma nova versão da asa macarena, criada para pistas de baixa carga aerodinâmica. O componente foi desenvolvido inicialmente para Spa, mas foi guardado para a corrida italiana.
Atualmente a Mercedes lidera o campeonato de construtores com 379 pontos, enquanto a Ferrari soma 307 na vice-liderança. Já no cenário de pilotos, Antonelli tem 50 pontos de vantagem sobre o heptacampeão Lewis Hamilton.
