F1: Norris fala sobre momento delicado das regras atuais

Lando Norris foi, inicialmente, um dos maiores críticos das novas unidades de potência da Fórmula 1, que passaram a ser utilizadas em 2026, com uma divisão aproximada de 50/50 na potência entre o motor a combustão interna e as baterias, uma diferença grande em relação à proporção de cerca de 80/20 usada até 2025.

Em 2026, pistas com longas retas e curvas de alta velocidade, como Albert Park, Silverstone e Spa, por exemplo, deixam os pilotos mais vulneráveis ​​à perda de energia, pois oferecem poucas oportunidades de recarga das baterias em zonas de frenagem.

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Mas no GP da Hungria, neste próximo final de semana, é esperado que os pilotos possam atacar com mais força, devido às características de pista travada, sinuosa e sem grandes retas, o que significa que as baterias não se esgotam completamente, evitando que os pilotos fiquem com pouca energia disponível.

Norris comentou a situação com a imprensa nesta quinta-feira na Hungria: “Certamente há momentos e coisas que são mais difíceis de entender, pois às vezes ainda existem regras bobas que simplesmente não fazem sentido. Há algumas regras que, para ser sincero, a FIA mudou a regra, acho que foi de sexta para sábado no fim de semana passado, determinam que, acima de uma certa velocidade (acho que eram 210 km/h), se você tirar o pé e acelerar novamente, isso ainda limita a interação entre o motor a combustão e a bateria, e basicamente desperdiça carga da bateria”, afirmou.

F1: Norris fala sobre momento delicado das regras atuais
Foto: Lucas Miranda / F1MANIA.NET

“Ainda existem regras para ultrapassagens, pois se você sai da trajetória e chega ao limite da entrega de potência, e precisa tirar o pé e acelerar de novo para desviar de algo, você começa a gastar toda a bateria por algum motivo, e é a mesma situação que vivi no Japão ao tentar uma ultrapassagem, quando acabei desperdiçando a bateria”, disse ele.

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“Então, ainda há coisas que fazem você pensar: ‘Por que isso existe?’. E ainda enfrentamos problemas que tivemos em Spa. Mesmo que a programação seja praticamente idêntica, certas coisas não deveriam acontecer. O sistema ainda age de forma ligeiramente diferente e, quando algo muda um pouco em uma volta de sete quilômetros, o impacto no resultado pode ser enorme. Algumas dessas coisas, porém, são detalhes mínimos que você não consegue ficar monitorando, senão é fim de jogo, então, como piloto, você apenas foca na pilotagem”, continuou o britânico.

“Hoje em dia, há menos reuniões em que saio pensando: ‘Bom, o que eu faço agora?’. Elas ainda acontecem de vez em quando, mas a questão é mais sobre pilotar mais devagar em certos momentos para recuperar energia. Às vezes você se pergunta: ‘Por que minha bateria acabou aqui?’, e a resposta é que você percorreu três metros a mais em algum ponto ou não precisou desviar de outro carro ali, e isso fez com que sua bateria estivesse 20% mais baixa”, acrescentou.

“Provavelmente já enfrentamos as pistas mais difíceis, como Silverstone e Spa, então acho que já passamos pelo pior. Espero que seja verdade. Aqui, por exemplo, deve funcionar bem. Acho que a entrega de potência elétrica é praticamente total em toda parte, embora alguns pontos ainda sejam complicados, mas existem questões maiores que são muito, muito simples de resolver, e espero que sejam solucionadas ao longo desta temporada e da próxima. Por outro lado, ainda há coisas que funcionariam melhor se simplesmente abandonássemos de vez todo o sistema de bateria”, finalizou o atual campeão da Fórmula 1, demonstrando claramente sua preocupação com o funcionamento das regras atuais da categoria.