F1: Mercedes lidera simulações, mas rivais ameaçam em Spa

A Mercedes encerrou a sexta-feira como a principal referência da Fórmula 1 no GP da Bélgica, liderando tanto a simulação de classificação quanto a projeção de ritmo de corrida. Kimi Antonelli comandou o TL2, mas os dados mostram Ferrari, McLaren e Red Bull suficientemente próximas para manter aberta a disputa em Spa-Francorchamps.

Na projeção de classificação, a Mercedes aparece na frente, com a Red Bull a 0s17 por volta. Ferrari e McLaren formam o segundo grupo, separadas por apenas 0s02, com desvantagens respectivas de 0s33 e 0s35. A partir daí, a diferença aumenta: a Racing Bulls surge a 0s93, enquanto Alpine e Audi aparecem 1s28 e 1s51 atrás.

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O cenário é semelhante nas simulações de corrida. A Mercedes permanece como referência, mas a Ferrari reduz sua desvantagem para 0s30 por volta. McLaren e Red Bull estão praticamente empatadas, a 0s37 e 0s38, respectivamente, indicando uma batalha equilibrada entre as quatro principais equipes caso o ritmo observado na sexta-feira se mantenha.

Antonelli reforçou essa condição ao ser o mais rápido no TL2. O italiano já havia impressionado em sua primeira tentativa com pneus Médios, registrando uma volta melhor do que a alcançada por Max Verstappen com os Macios no TL1. Ao colocar o composto mais veloz, melhorou cerca de um segundo e terminou 0s190 à frente de Lando Norris.

Andrea Kimi Antonelli (ITA) Mercedes AMG Formula One Team W17 leads team mate George Russell (GBR) Mercedes AMG Formula One Team W17.
Foto: XPB Images

A análise da volta ideal também coloca Antonelli na frente, seguido por Norris e Verstappen. O piloto da McLaren foi um dos que mais se aproximaram de extrair todo o potencial de seus melhores setores, deixando apenas 0s056 pelo caminho. Antonelli poderia ter melhorado 0s193, enquanto Verstappen perdeu 0s293 em relação à combinação de suas melhores parciais.

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Lewis Hamilton também tinha margem para avançar, com uma diferença de 0s299 entre sua volta registrada e a ideal. Charles Leclerc deixou 0s351, enquanto George Russell desperdiçou 0s447 e Oscar Piastri, 0s469. Isack Hadjar poderia ter encontrado 0s494, e Gabriel Bortoleto, 0s519.

Os números ajudam a explicar por que a vantagem de Antonelli sobre Russell chamou tanta atenção. O líder do campeonato terminou 1s2 à frente do companheiro de equipe, que não demonstrou o mesmo nível de confiança no carro. Russell relatou que os pneus estavam um pouco frios, mas essa condição não justificaria sozinha uma diferença tão elevada.

A Mercedes apresentou o conjunto mais equilibrado entre curvas lentas, médias, rápidas e retas. A Ferrari foi competitiva nas curvas de baixa velocidade, mas perdeu cerca de 0s68 para a Mercedes nos trechos de reta, um ponto relevante em Spa. A McLaren mostrou rendimento próximo da referência em praticamente todas as áreas, enquanto a Red Bull teve seu menor prejuízo justamente nas retas.

Oscar Piastri (AUS) McLaren F1 Team MCL40.
Foto: XPB Images

Esse comportamento deixa a McLaren em uma posição mais competitiva do que a equipe esperava antes do fim de semana. Norris terminou o TL2 em segundo, embora tenha evitado elevar as expectativas. “Acho que ainda somos provavelmente a quarta força. Se acertarmos tudo, talvez possamos ficar um pouco mais perto do que estivemos em Silverstone”, afirmou.

Oscar Piastri teve uma preparação mais difícil. O australiano perdeu parte do TL2 enquanto a McLaren solucionava um vazamento hidráulico surgido no fim da primeira sessão, mas conseguiu voltar à pista, completar sua tentativa com pneus Macios e recolher dados em uma sequência mais longa.

A Red Bull, por sua vez, começou o dia na frente com Verstappen no TL1. Foi a primeira vez na temporada que o holandês liderou uma sessão de treino, e o carro apresentou um comportamento mais previsível. No TL2, porém, o tetracampeão voltou a reclamar de reduções de marcha que classificou como inaceitáveis e terminou quase meio segundo atrás de Antonelli.

Ainda assim, Verstappen fez uma avaliação positiva da sexta-feira. “O equilíbrio estava lá desde o início. Precisamos apenas fazer alguns ajustes no carro, o que esperamos que libere um pouco mais de ritmo. Considerando o pacote que temos, foi um bom dia”, explicou.

Isack Hadjar (FRA) Red Bull Racing RB22.
Foto: XPB Images

Hadjar também demonstrou competitividade e encerrou o TL2 cerca de 0s3 atrás do companheiro de equipe. O francês largará do fim do grid devido às punições pela troca de componentes da unidade de potência, mas o ritmo apresentado pela Red Bull indica que ele poderá ter condições de recuperar posições na corrida.

A Ferrari começou bem no TL1, mas perdeu terreno na segunda sessão. Hamilton terminou em quarto, ainda 0s75 atrás de Antonelli, enquanto Leclerc apareceu apenas em 11º. A posição do monegasco, no entanto, não representou totalmente seu potencial, já que uma volta que o colocaria em sétimo foi apagada por limites de pista.

Nos trechos longos, a Ferrari surge como a adversária mais próxima da Mercedes, o que amplia suas perspectivas para domingo. Já na classificação, a Red Bull aparece em segundo na projeção, favorecida pela força de Verstappen em uma volta rápida e pelo bom rendimento do carro nas retas.

A coleta de dados de corrida foi prejudicada pelo acidente de Pierre Gasly. O piloto da Alpine perdeu o controle na saída da curva 13 e atingiu as barreiras, causando uma bandeira vermelha que interrompeu as sequências longas das equipes. Por isso, as projeções devem ser tratadas como tendências, e não como uma definição absoluta da ordem de forças.

Franco Colapinto (ARG) Alpine F1 Team A526 and Pierre Gasly (FRA) Alpine F1 Team A526.
Foto: XPB Images

Mesmo com essa ressalva, a sexta-feira apontou Antonelli e a Mercedes como a combinação a ser superada. Ferrari, McLaren e Red Bull permanecem próximas, mas precisarão encontrar alguns décimos antes da classificação para impedir que o italiano transforme o ritmo dos treinos em mais uma posição de destaque no grid.