George Russell deixou a sessão de classificação para o GP da Bélgica de Fórmula 1, com mais perguntas do que respostas. O piloto da Mercedes afirmou que um ‘problema sério’ está afetando seu carro após novamente sofrer uma grande perda de desempenho nas retas em Spa-Francorchamps.
Embora tenha registrado o quarto melhor tempo, Russell terminou mais de meio segundo atrás do companheiro de equipe Kimi Antonelli, que conquistou a pole position. Com a punição aplicada a Lando Norris, o britânico deve herdar a terceira posição no grid de largada, mas isso não amenizou sua preocupação.
Segundo Russell, a dificuldade já havia sido percebida no GP da Inglaterra. Inicialmente, a Mercedes acreditou que o problema estivesse relacionado aos freios, mas a hipótese foi descartada. Depois, a equipe e o próprio piloto passaram a considerar que a perda de desempenho poderia estar ligada ao seu estilo de pilotagem.
“Eu me convenci de que havia algo na minha forma de pilotar, mas agora estamos muito confiantes de que esse não é o caso e de que existe um problema sério acontecendo”, afirmou. O britânico revelou que dedicou as últimas 36 horas exclusivamente a tentar entender a origem da perda de velocidade em linha reta.
Russell explicou que a situação melhorou parcialmente desde sexta-feira: “Na sexta, eu perdia oito décimos nas retas. Hoje, perdi quatro décimos, então é um passo na direção certa”, disse ele. Ainda assim, o britânico classificou a situação como frustrante, especialmente ao observar no volante que continua perdendo velocidade mesmo com o acelerador totalmente acionado.

“Quando você vê no volante que está perdendo velocidade em plena reta, se sente impotente. Não sabemos o que está acontecendo”. O piloto britânico acredita que a unidade de potência não seja a responsável, mas admitiu que algo no carro está comprometendo o desempenho.
Apesar dos problemas, Russell ficou satisfeito com sua volta na sessão de classificação. Ele destacou que, nos trechos sinuosos de Spa, chegou a ser mais rápido que Antonelli em diversos pontos do circuito: “Nas curvas, parece uma disputa normal pela pole. Nas retas, não”, resumiu.
Sem uma solução imediata, o britânico espera que a Mercedes consiga encontrar respostas rapidamente: “Não sei qual é a solução, mas estou rezando para Budapeste”, finalizou Russell, deixando claro que a equipe ainda tem um desafio importante a resolver nas próximas etapas da temporada.
