A Mercedes estuda recorrer da punição aplicada a Kimi Antonelli no GP da Inglaterra de Fórmula 1. Segundo o chefe da equipe, Toto Wolff, a penalidade de cinco segundos custou ao italiano um lugar na zona de pontos e pode ter sido injusta diante das circunstâncias enfrentadas durante a corrida.
Kimi Antonelli estava na disputa pela vitória e reduzia rapidamente a diferença para Charles Leclerc da Ferrari, quando sofreu um problema em seu carro. A falha comprometeu sua prova e acabou influenciando diretamente o resultado final.
O dano no protetor da roda obrigou o piloto a fazer uma parada nos boxes. Antes disso, Antonelli enfrentou dificuldades para manter o carro dentro da pista e recebeu uma penalidade de cinco segundos por exceder os limites da pista.
Como a corrida terminou sob Safety Car após o acidente de Max Verstappen, o italiano não teve a oportunidade de abrir vantagem suficiente para neutralizar a penalidade. Com isso, caiu para a 16ª posição na classificação final e deixou de marcar pontos, permitindo que George Russell reduzisse para 25 pontos a diferença entre ambos no campeonato.
Após a prova, Wolff afirmou que a Mercedes avalia a possibilidade de contestar a decisão dos comissários: “Não tenho a informação mais recente, mas certamente estamos analisando a situação para ver se conseguimos evitar essa punição por limites de pista, porque ele simplesmente não conseguia fazer o carro virar”, afirmou para a imprensa.

O dirigente também definiu o resultado da equipe em Silverstone como agridoce: “Há o lado positivo, George (Russell), depois de tantos dias de dificuldades e de não conseguir encontrar o acerto do carro, terminou em segundo lugar hoje. Por outro lado, havia Kimi. Aquela era uma corrida pela vitória”, acrescentou.
Wolff destacou ainda que Antonelli vinha reduzindo rapidamente a vantagem de Leclerc, graças à diferença de pneus: “Kimi deu passos enormes em direção ao Charles no fim. Pessoalmente, eu não acreditava que isso fosse possível, mas minha intuição estava errada e os estrategistas, com base nos dados, estavam certos. Eles disseram que iríamos alcançá-lo seis voltas antes do fim da corrida com uma enorme vantagem de pneus. Isso realmente estava ao nosso alcance, mas infelizmente, tivemos o problema com o protetor da roda, que quebrou”, encerrou o chefe da Mercedes.
