A Fórmula 1 começou de maneira complicada para George Russell no GP da Bélgica. Enquanto Kimi Antonelli terminou a sexta-feira no topo da tabela de tempos no TL2, o piloto britânico ficou apenas na oitava posição, mais de um segundo atrás do companheiro de equipe.
Essa diferença chamou atenção em Spa-Francorchamps, especialmente porque Russell reduziu recentemente a distância para Antonelli no campeonato, que agora é de 25 pontos. Mesmo assim, a Mercedes demonstrou confiança de que o britânico pode reagir rapidamente ao longo do fim de semana.
Kimi Antonelli registrou 1min45s944 no TL2, contra 1min47s229 de Russell. Segundo a análise da equipe, o britânico perdeu tempo em vários pontos da pista, principalmente após uma passagem comprometida pela Les Combes e nas retas seguintes.
Andrew Shovlin, diretor de engenharia de pista da Mercedes, afirmou que a preparação dos pneus foi um dos fatores decisivos: “Não foi uma grande volta para George, mas foi apenas uma volta. Se ela não sai bem, parece que você está sem ritmo”, afirmou.
O dirigente explicou que Russell sentiu que os pneus não estavam prontos no início da tentativa rápida. Além disso, o piloto acabou subestimando o nível de aderência em algumas curvas após um TL1 que também foi considerado difícil para ambos os carros da Mercedes.

“Há alguns pontos em que parece que ele subestimou o nível de aderência, mas considerando a primeira sessão que tivemos, isso não é uma grande surpresa. Há aspectos para trabalhar, mas conseguimos ver muita coisa nos dados e tenho certeza de que ele estará lá amanhã”, acrescentou Shovlin.
A Mercedes também revelou que Russell enfrentou um problema em um dos medidores homologados de fluxo de combustível durante o TL1, o que deixou seu carro com menos potência do que o de Antonelli na sessão da manhã. Segundo a equipe, a falha já foi solucionada.
Shovlin ainda destacou que as exigências das unidades de potência de 2026 tornam qualquer perda de desempenho ainda mais evidente em Spa: “O problema é que, se você faz as curvas mais lentamente, isso afeta a entrega de energia. Em uma pista limitada por energia como esta, essas diferenças ficam muito mais amplificadas”, concluiu o dirigente.
