A Fórmula 1 teve uma reviravolta nos bastidores envolvendo a Alpine. A Mercedes encerrou as negociações para comprar uma participação minoritária na equipe francesa após considerar excessiva a avaliação financeira exigida pelos atuais acionistas.
Nos últimos meses, especulações indicavam que a Mercedes estava próxima de adquirir os 24% da Alpine colocados à venda pela Otro Capital. O movimento chegou a alimentar rumores de que a equipe de Enstone poderia atuar como uma espécie de parceira estratégica da fabricante alemã no grid.
Segundo informações citadas pela BBC Sport, a Otro Capital buscava uma negociação que avaliasse a Alpine em cerca de US$ 3 bilhões. A Mercedes, porém, trabalhava com uma estimativa entre US$ 2,2 bilhões e US$ 2,4 bilhões, diferença que acabou inviabilizando o avanço das conversas. De acordo com fontes ouvidas pela publicação, “entendemos que as discussões foram interrompidas”.
Toto Wolff, chefe da Mercedes, ainda não comentou publicamente o assunto. Com a saída dos alemães das negociações, permanece a dúvida sobre quem poderá adquirir a participação disponível na equipe. Christian Horner chegou a ser apontado como possível interessado anteriormente, mas as especulações perderam força nos últimos meses e não há informações sobre uma retomada das conversas.
Apesar da indefinição sobre o futuro da fatia acionária, a Alpine segue passando por transformações importantes. A equipe anunciou recentemente um acordo de patrocínio máster com a Gucci para a próxima temporada. Atualmente, o controle da operação permanece com o Grupo Renault, enquanto a equipe utiliza unidades de potência Mercedes após encerrar seu próprio programa de motores. Flavio Briatore ocupa o cargo de consultor executivo e atua como chefe da equipe.
