F1: Magnussen critica atual sistema de penalização por pontos

Kevin Magnussen está perto de receber uma punição severa na Fórmula 1. Com dez pontos na superlicença, o piloto da Haas corre risco de ficar de fora de uma corrida caso some mais dois pontos durante a temporada 2024.

O sistema de pontos penaliza infrações cometidas pelos pilotos na pista. Ao acumular doze pontos em um período de doze meses, o piloto fica suspenso por uma corrida. O grande questionamento de Magnussen diz respeito aos limites de pista.

No último GP de Miami, o dinamarquês atrapalhou o progresso de Lewis Hamilton ao sair da pista intencionalmente. Ele admitiu a manobra como estratégia para beneficiar o companheiro de equipe Nico Hulkenberg. Apesar de reconhecer que precisa ser mais cauteloso daqui para frente, Magnussen defende a validade da tática que utilizou.

“Da próxima vez, é suspensão. Essas situações onde tive que apoiar meu companheiro de equipe valeram a pena. Então de certa forma, foi valioso para nós. Eu não gosto do jeito que as regras funcionam. Acho que há coisas que precisam ser revistas. E para mim, estou com dez pontos, então preciso tomar cuidado para não ser suspenso”, disse Magnussen antes do GP da Emilia-Romagna.

O piloto da Haas acredita que infrações relacionadas a limites de pista não deveriam gerar penalidades com pontos. “O fato de eu estar em risco de suspensão por pilotar fora de algumas linhas brancas no asfalto… eu não sei se acho isso certo, mas é como as regras funcionam”, continuou Magnussen, sugerindo uma mudança no sistema.

“Há mais corridas agora do que quando essa regra dos pontos foi introduzida, e eu sinto que você pode acabar sendo suspenso por algo bem insignificante”, concluiu.

Realmente o atual sistema de pontos de penalização foi implementado em uma época com menos corridas por temporada. Atualmente, a Fórmula 1 visita 24 circuitos diferentes, aumentando a chance de punições por infrações consideradas menores por alguns pilotos.

O F1MANIA.NET acompanha ‘in loco’ todas as atividades do GP da Emília-Romanha, diretamente de Ímola, com o jornalista Rodrigo França.