A Aston Martin aposta em uma das maiores atualizações da temporada 2026 da Fórmula 1, para tentar mudar seu rumo este ano. A equipe deixará claro já neste fim de semana se o AMR26 revisado pode recolocá-la na disputa após uma sequência de resultados muito abaixo do esperado.
O time de Silverstone viu a diferença para o pelotão intermediário aumentar nas últimas etapas e decidiu acelerar seus planos de desenvolvimento. O novo pacote inclui mudanças significativas no chassi e na aerodinâmica, antes da estreia da nova unidade de potência Honda, prevista para depois das férias de agosto.
Mike Krack, diretor de operações de pista da Aston Martin, confirmou a dimensão das novidades introduzidas no carro: “Acho que Adrian (Newey) já mencionou isso há algum tempo, que a atualização é uma evolução aerodinâmica significativa e uma redução de peso”, afirmou.
Apesar da expectativa, Krack destacou que será necessário tempo para compreender plenamente o comportamento do AMR26 atualizado. Segundo ele, a equipe terá de se adaptar rapidamente, sem a possibilidade de realizar testes comparativos extensos como acontece durante a pré-temporada.

“Quando você traz atualizações substanciais, é algo que a equipe de pista precisa aprender o mais rápido possível. Não temos testes de pré-temporada para fazer algumas voltas e comparações. Isso coloca muita ênfase na qualidade dos dados e na compreensão das simulações. Não esperamos extrair tudo talvez já na primeira saída de pista amanhã”, disse ele.
O dirigente também afirmou que o principal objetivo é recolocar a Aston Martin na disputa direta por posições: “A razão para fazermos isso é competir, e não temos competido nos últimos eventos. É a isso que precisamos voltar. Onde estaremos nesse pelotão tão competitivo, veremos. Realmente não posso prever, mas a questão é voltar ao jogo, porque antes não estávamos nele”, acrescentou.
Krack ainda tratou de conter qualquer interpretação de que a atualização será decisiva para o futuro da equipe. De acordo com ele, o projeto faz parte de um plano de desenvolvimento mais amplo, que continuará nos próximos anos sob o atual regulamento.
“Isso não será uma questão de tudo ou nada. Somos realistas. Tínhamos um plano e trabalhamos com ele, e sucesso e contratempos fazem parte do esporte. Precisamos dar outros passos, e este é apenas parte da estratégia de desenvolvimento. Não chamaria isso de um momento decisivo, é simplesmente um desenvolvimento que precisa continuar”, completou.
