F1: Hamilton se surpreende com avaliação da FIA sobre motores

Lewis Hamilton admitiu surpresa com a avaliação inicial da FIA, sobre o desempenho das unidades de potência da Fórmula 1 em 2026. O piloto da Ferrari afirmou que esperava uma disputa muito mais equilibrada entre Red Bull Racing e Mercedes, após a entidade considerar a Red Bull Powertrains-Ford como referência no novo regulamento.

A análise faz parte da primeira revisão do sistema ADUO (Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização), criado para acompanhar o desempenho dos fabricantes de unidades de potência. Com o resultado divulgado pela FIA, a Red Bull foi classificada à frente de Mercedes, Ferrari, Audi e Honda, o que impede a marca de realizar novos desenvolvimentos, enquanto concorrentes como Mercedes e Ferrari seguem autorizadas a promover melhorias.

Essa decisão gerou questionamentos da própria Red Bull, que iniciou conversas com a FIA enquanto a entidade reavalia os dados utilizados na classificação. Hamilton destacou que a diferença entre os dois principais fabricantes parece mínima.

“É definitivamente uma surpresa, porque os motores da Red Bull e da Mercedes são muito, muito próximos. A Red Bull fez um trabalho incrível com seu motor, mas a Mercedes também. Ouvi dizer que houve alguém que saiu da Mercedes para a Red Bull”, afirmou o heptacampeão.

O britânico também elogiou o trabalho realizado pela fabricante estreante: “Eles fizeram algo que ninguém imaginava que conseguiriam em tão pouco tempo como um novo fabricante de motores, então merecem reconhecimento. A Mercedes ainda tem um bom motor, talvez tão bom quanto, mas a diferença entre eles é muito pequena”, disse ele.

F1 2024, Fórmula 1, GP do Catar, Lusail
Foto: XPB Images

Hamilton chega ao GP da Espanha após conquistar seu segundo P2 consecutivo na temporada. Em Mônaco, ele terminou atrás apenas de Kimi Antonelli, vencedor da prova e atual líder do campeonato.

Ao analisar o desempenho da Ferrari diante da Mercedes, o piloto de 41 anos acredita que a principal diferença não está na unidade de potência. Segundo ele, a equipe italiana perde principalmente em carga aerodinâmica.

“Não conversei muito com a equipe sobre a análise, mas acredito que seja puramente carga aerodinâmica. Em Miami levamos um pacote de atualizações pelo qual a equipe trabalhou muito, enquanto a Mercedes não levou novidades e venceu com facilidade”, acrescentou.

Hamilton também citou as atualizações posteriores da equipe alemã e o comportamento do carro de Antonelli em Mônaco: “Quando Kimi estava à minha frente, era possível ver o quanto ele acelerava mais cedo e quanta estabilidade traseira tinha nas curvas. Eu não conseguia acompanhá-lo, e isso se resume à carga aerodinâmica”, completou.