F1: Hamilton escapa de penalidade após ignorar ordem em Madri

Lewis Hamilton não será investigado pelos comissários da FIA após continuar conduzindo sua Ferrari danificada no TL3 do GP da Espanha de Fórmula 1 em Madri, apesar de receber várias ordens para parar. A situação chamou atenção porque Sergio Perez foi punido em 2024 por uma ocorrência semelhante durante uma corrida.

Hamilton bateu contra a barreira de Tecpro e danificou o bico e a asa dianteira da Ferrari. Depois de conseguir colocar o carro novamente em movimento, tentou retornar aos boxes, mas uma parte da asa ficou presa sob o monoposto e ainda houve um furo no pneu dianteiro direito.

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A Ferrari pediu repetidamente que Hamilton parasse no local mais seguro possível. O engenheiro de corrida Carlo Santi alertou o piloto sobre os danos e informou que o controle de prova queria o carro fora da pista, chegando a ordenar a parada seis vezes.

Inicialmente, Hamilton pretendia seguir até os boxes e afirmou que só pararia caso não conseguisse continuar. Ele acabou estacionando a Ferrari na lateral da pista, o que foi determinante para que o episódio não resultasse em investigação.

F1 2024, Fórmula 1, GP do Catar, Lusail
Foto: XPB Images

O regulamento esportivo estabelece que um piloto deve deixar a pista assim que for possível fazê-lo com segurança, quando o carro apresentar danos estruturais claros e significativos que representem perigo imediato. A mesma regra vale para falhas graves que impeçam o retorno aos boxes sem causar interferência desnecessária no evento.

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Embora a regra não diferencie treinos livres e corridas nesse ponto, o contexto foi considerado diferente do caso de Perez no GP do Canadá de 2024. Naquela ocasião, o então piloto da Red Bull Racing retornou aos boxes com a asa traseira severamente danificada, perdeu peças pelo caminho e recebeu uma penalidade de três posições no grid de largada, enquanto a equipe foi multada em 25 mil euros.

No caso de Hamilton, o fato de ele finalmente ter parado em segurança, além da bandeira vermelha e da ausência de fiscais na pista, pesou na avaliação. O controle de prova poderia ter determinado uma consequência diferente caso o piloto tivesse insistido até os boxes, mas a parada acabou encerrando a situação sem investigação.