F1: Hamilton destaca corrida “muito difícil e dura” no GP da Áustria

Lewis Hamilton reconheceu que a Ferrari ficou longe de disputar a vitória no GP da Áustria de Fórmula 1 deste domingo (28) e afirmou que a equipe não conseguiu repetir o nível de competitividade mostrado duas semanas antes, em Barcelona. Ainda, avaliou que Mercedes e Red Bull tiveram desempenho superior durante toda a corrida.

Depois de a escuderia de Maranello ameaçar a pole-position com seus dois carros, a expectativa era de ao menos brigas pelo pódio ao longo das 71 voltas. No entanto, o cenário foi diferente e apesar de uma disputa intensa com Max Verstappen no início da prova, o heptacampeão acabou sem condições de acompanhar o piloto da Red Bull, terminando apenas em quinto.

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“Foi uma corrida muito, muito difícil. Posso dizer que foi realmente muito dura”, disse Hamilton. “Além disso, estava extremamente quente. Minha largada não foi muito boa, para ser sincero. Saí mal, mas depois consegui atacar. Passei o Charles [Leclerc] e achei que a situação não parecia tão ruim nas primeiras voltas, quando estava com o George [Russell]. Consegui acompanhá-lo por um tempo, mas os pneus traseiros perderam rendimento em todos os stints.”

Lewis Hamilton (GBR) Scuderia Ferrari SF-26 and Max Verstappen (NLD) Red Bull Racing RB22 battle for position.
Foto: XPB Images

“Por algum motivo, o equilíbrio do carro estava muito instável, muito difícil. Na sexta-feira estávamos perdendo 0s6 apenas nas retas. Preciso entender exatamente como foi hoje, mas tenho certeza de que essa diferença não foi insignificante. Além disso, simplesmente não tínhamos aderência para acompanhar os outros”, seguiu.

“Foi uma corrida muito difícil. Sou grato pelos pontos. A equipe fez um grande trabalho com a estratégia e com os pit-stops. Os mecânicos trabalharam muito duro nos pit-stops, então estou realmente orgulhoso deles. Não foi o resultado que queríamos, mas pelo menos conseguimos somar pontos”, completou.

Hamilton ainda afirmou que a Ferrari precisa acelerar o desenvolvimento da próxima atualização do motor. “Vamos ter que trabalhar muito, muito duro para ver quando poderemos ter a próxima atualização da unidade de potência. Quando você está correndo contra esses caras, a diferença está na entrega de energia. Não parece necessariamente falta de potência, porque na saída das curvas o carro tem força. O problema é a entrega de energia no final das retas. Especialmente a Mercedes, eles simplesmente continuam acelerando. Precisamos entender por quê e como melhorar isso. Podemos evoluir, mas isso não vai acontecer tão cedo”.

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