Lewis Hamilton deixou o GP da Bélgica de Fórmula 1, convencido de que a Ferrari está no caminho certo, mas reconheceu que precisa elevar seu próprio desempenho na próxima etapa. Após um final de semana marcado por incidentes em Spa-Francorchamps, o britânico afirmou que precisa entregar o nível de pilotagem que sabe ser capaz de alcançar.
O heptacampeão terminou a corrida na quarta posição, resultado obtido apesar de uma penalidade de cinco segundos por um toque com George Russell, além de um incidente nos boxes envolvendo um mecânico da Ferrari. Com isso, Hamilton perdeu terreno na disputa pelo campeonato e agora está 45 pontos atrás do líder Kimi Antonelli.
Mesmo diante dos contratempos, o piloto britânico destacou o progresso apresentado pela Ferrari em um circuito onde a equipe, ao menos em teoria, não era apontada como favorita. Charles Leclerc, por exemplo, terminou a prova na segunda posição, reforçando a competitividade do SF-26.
“Isso apenas mostra que o carro está evoluindo na direção certa. Tudo se resume ao grande trabalho da equipe em trazer melhorias a cada final de semana. É realmente encorajador. A equipe tomou grandes decisões estratégicas e elevamos nosso nível em praticamente todas as áreas da operação durante os finais de semana”, afirmou Hamilton.
O britânico também acredita que o potencial demonstrado em Spa poderia ter resultado em uma vitória: “Como eu disse, acho que tínhamos ritmo para vencer hoje. Considerando tudo o que aconteceu, sair daqui com pontos é algo positivo”, disse ele.

De olho no GP da Hungria, etapa em que acumula um recorde de oito vitórias, o britânico deixou claro que espera uma resposta imediata: “Espero que possamos ser competitivos. Primeiro, preciso acertar as coisas na próxima semana e garantir que entregue da forma que sei que posso. Precisamos chegar lá e lutar”, acrescentou.
Outro momento delicado do fim de semana, aconteceu durante uma parada nos boxes, quando Hamilton tocou um mecânico da Ferrari após receber o sinal para deixar sua posição. O piloto afirmou que seu maior temor foi que o episódio tivesse consequências mais graves.
“Meu Deus, só fiquei grato pelo mecânico não ter se machucado. Eu estava olhando para as luzes e para o carro. Devo sair quando a luz apaga, e foi o que fiz. Depois o vi à minha direita e parei assim que pude”, explicou. Hamilton ainda lembrou imediatamente do acidente envolvendo Kimi Raikkonen em anos anteriores: “Na hora, só consegui pensar no que aconteceu com Kimi. Foi a primeira coisa que me veio à cabeça, mas felizmente ele se levantou e saiu andando”, completou.
