F1: Haas vê sinais positivos apesar de resultado discreto na Hungria

Os pilotos da Haas tiveram sentimentos opostos após a sessão de classificação para o GP da Hungria de Fórmula 1. Enquanto Esteban Ocon comemorou a consistência do carro e o 15º lugar no grid de largada, Oliver Bearman deixou Budapeste frustrado com o comportamento do monoposto e a eliminação no Q1.

Esse desempenho reforçou um cenário já observado dentro da equipe, pois há sinais de progresso em um lado da garagem, mas persistem dificuldades importantes no outro. O chefe da Haas, Ayao Komatsu, reconheceu que o time ainda precisa entender problemas recorrentes relacionados ao equilíbrio do carro.

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Bearman afirmou que enfrenta dificuldades desde que retornou ao cockpit no TL2. Segundo o britânico, o carro apresentou um comportamento imprevisível durante todo o fim de semana, comprometendo sua confiança e apagando a sensação positiva deixada pela etapa anterior.

“Para ser honesto, sinto que estive apenas tentando me manter na pista durante todo o fim de semana desde que voltei ao carro no TL2. Tem sido uma luta constante”, afirmou. “O equilíbrio esteve realmente imprevisível e é decepcionante, porque todo o progresso que sentimos ter feito em Spa parece ter desaparecido. Tenho tido muita dificuldade para ganhar confiança com este carro, e isso ficou evidente no resultado de hoje”, afirmou, depois de ficar com o P17.

No outro lado da garagem, Ocon adotou um discurso mais otimista. O francês destacou que a Haas finalmente conseguiu completar um final de semana sem problemas incomuns de velocidade em reta ou de carga aerodinâmica, permitindo um trabalho contínuo de evolução desde o TL1.

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Esteban Ocon (FRA) Haas F1 Team VF-26.
Foto: XPB Images

“Estou muito satisfeito com o trabalho que fizemos neste fim de semana. Não tivemos problemas estranhos de velocidade em reta, carga aerodinâmica traseira ou dianteira, algo que vimos no passado. O carro se manteve consistente. Conseguimos construir o desempenho desde o TL1 e extrair o máximo do pacote disponível. Não havia mais nada que pudéssemos fazer em termos de posição”, disse ele.

Komatsu avaliou que os resultados de 15º e 17º lugares não são ideais, mas destacou a importância da regularidade apresentada por Ocon ao longo de todas as sessões. Para o dirigente, o francês extraiu tudo o que o carro podia oferecer no Q1 e no Q2, evidenciando que a principal missão da equipe é aumentar o desempenho do pacote atual.

Sobre Bearman, o chefe da Haas afirmou que a equipe ainda busca respostas para os problemas enfrentados pelo jovem piloto: “Todos sabemos do que Ollie é capaz. É o carro que está impedindo que ele alcance o limite”, concluiu Komatsu. O dirigente acrescentou que a equipe vai seguir trabalhando no equilíbrio do carro antes da corrida no domingo, especialmente diante da previsão de temperaturas próximas dos 50 graus na pista, apostando também em diferentes estratégias de pneus para tentar avançar no pelotão.